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Ciclagem de potássio no solo: por que a palhada pode concentrar até 85% do nutriente do sistema

Em sistemas com alta produção de biomassa, até 85% do potássio do sistema solo-planta pode estar temporariamente na palhada, não no solo — entenda por que isso muda a ciclagem de potássio no solo e a forma de ler a análise de solo e de decidir a adubação potássica.
  • Publicado em 22/09/2026
  • Beatriz Nastaro Boschiero
  • Solos, Sustentabilidade
  • Publicado em 22/09/2026
  • Beatriz Nastaro Boschiero
  • Solos, Sustentabilidade
  • Atualizado em 21/09/2026
ciclo do potássio ciclagem do potássio no solo
Sumário

O produtor adubou dentro da recomendação técnica — e, mesmo assim, a análise de solo seguinte mostra potássio “baixo”. A reação mais comum é desconfiar do laboratório ou elevar a dose no próximo ciclo. Em sistemas de plantio direto diversificado, com capins tropicais de alta produção de biomassa ou mix de plantas de cobertura, essa queda no teor pode não ser perda real de nutriente: é o potássio migrando, temporariamente, para a parte aérea das plantas de cobertura.

O modelo tradicional de interpretação da análise de solo pressupõe o solo como repositório do nutriente o tempo todo — e é isso mesmo que se observa em pousio, onde 95% ou mais do potássio do sistema permanece no solo. Em sistemas de alta ciclagem, essa lógica se inverte em determinados momentos do ciclo: a maior parte do potássio do sistema solo-planta passa a estar na palhada, não no solo. Interpretar esse teor “baixo” pelo modelo antigo leva a adubação desnecessária — ou, no sentido oposto, a subestimar quanto potássio o sistema já está reciclando sozinho.

Em sua palestra “Dinâmica da fertilidade do solo em sistemas agrícolas promotores de saúde do solo”, no Simpósio Brasileiro de Saúde do Solo (SBSS), em Goiânia, o pesquisador da Embrapa Rodrigo Estevam Munhoz de Almeida apresentou dados de campo inéditos, coletados na fronteira agrícola do Matopiba/Tocantins, medindo simultaneamente o potássio no solo, na palha e na planta ao longo de dois experimentos com capins tropicais e mixes de plantas de cobertura, mostrando como funciona a ciclagem de potássio no solo nessas condições.

A seguir, os números da inversão do reservatório, o calendário desse ciclo do potássio e o que fazer, na prática, antes de aumentar a dose de adubo potássico com base numa análise de solo isolada.

Por que a análise de solo mostra pouco potássio mesmo depois de adubar?

Um teor de potássio “baixo” na análise de solo, em sistema com planta de cobertura de alta produção de biomassa, nem sempre indica perda real do nutriente: em sistemas de alta ciclagem, o potássio pode estar temporariamente concentrado na parte aérea das plantas de cobertura, não no solo — e retorna ao solo à medida que a palhada se decompõe, com as primeiras chuvas.

O Dr. Rodrigo Almeida (SBSS, 2026) descreve um cenário recorrente em campo: o produtor aduba corretamente e, ainda assim, vê o teor de potássio caindo na análise de solo seguinte — atribuindo o resultado a erro de laboratório quando, na prática, o nutriente migrou para a parte aérea das plantas de cobertura.

Essa é a implicação prática direta da tese central da palestra: em sistemas promotores de saúde do solo, a dinâmica de ciclagem muda estruturalmente em relação ao modelo convencional de fertilidade, no qual o solo é sempre o principal repositório de nutrientes. Entender isso muda a forma de ler a análise de solo e de interpretar os resultados da análise de solo num sistema de alta cobertura — a leitura não pode ser a mesma de um talhão em pousio.

Potássio no sistema solo-palha ao longo do ciclo anual de cultivo
Figura 1. Potássio no sistema solo-palha ao longo do ciclo anual de cultivo — a inversão do reservatório entre solo e palhada nos 6 pontos medidos do Experimento 1. Elaborado pelo autor com a ajuda do Claude. Fonte: (Rodrigo Almeida, SBSS, 2026).

O dado foi apresentado no Dia 1 do Simpósio Brasileiro de Saúde do Solo, em Goiânia — evento que reuniu pesquisadores para discutir a passagem do diagnóstico químico tradicional para uma leitura mais ampla da saúde do solo.

Por que a palhada pode concentrar até 85% do potássio do sistema?

No momento de máximo acúmulo de biomassa do capim, o potássio deixa de estar concentrado no solo e passa a se concentrar na parte aérea: em experimento de campo com capim Mombaça, 85% de todo o potássio do sistema solo-planta estava na palhada, contra apenas 15% no solo — inversão que não ocorre no pousio, onde o solo retém 95% do nutriente no mesmo momento (Figura 2).

“O solo deixa de ser o principal repositório [de nutrientes] e passa a ser a biomassa aérea dessas plantas de cobertura” — descreve Almeida (SBSS, 2026).

O potássio é o nutriente mais “ciclado”, ou móvel, do sistema: sai do solo, migra para a parte aérea rapidamente e retorna com poucos milímetros de chuva. Por isso foi escolhido como o exemplo mais didático da inversão do reservatório. A partir desse achado, Almeida propõe o conceito de “química da palha” como complemento à química do solo já consolidada: quantificar quanto nutriente está retido na palhada, não só no solo.

. Potássio no sistema solo-planta no pico de acúmulo de biomassa — capim Mombaça x pousio
Figura 2. Potássio no sistema solo-planta no pico de acúmulo de biomassa — capim Mombaça x pousio (Experimento 1): 85% do K na palhada e 15% no solo com capim, contra 5% na palhada e 95% no solo no pousio. Elaborado pelo autor com a ajuda do Claude. Fonte: (Rodrigo Almeida, SBSS, 2026).

O potássio é o nutriente mais “ciclado”, ou móvel, do sistema: sai do solo, migra para a parte aérea rapidamente e retorna com poucos milímetros de chuva. Por isso foi escolhido como o exemplo mais didático da inversão do reservatório. A partir desse achado, Almeida propõe o conceito de “química da palha” como complemento à química do solo já consolidada: quantificar quanto nutriente está retido na palhada, não só no solo.

O experimento foi conduzido em Plintossolo Pétrico Concrecionário, com 60% de cascalho — um solo de mineralogia frágil, o que reforça que sistemas promotores de saúde do solo viabilizam manejo em áreas marginais, na transição da fertilidade química à saúde do solo. Parte desses sistemas de alta cobertura são estruturados em arranjos de integração lavoura-pecuária (ILP/ILPF), que combinam capim e cultura de grãos na mesma área.

Quando o potássio sai do solo e quando ele volta?

O potássio migra do solo para a parte aérea do capim nas primeiras semanas após a semeadura, atinge o pico na palhada por volta dos 60 dias (pré-ceifa) e retorna gradualmente ao solo após a dessecação — funcionando como uma adubação de cobertura natural ao longo do ciclo da soja seguinte.

O Dr. Rodrigo Almeida (SBSS, 2026) mediu o sistema solo-palha-planta em seis pontos por ano — semeadura do capim, máximo acúmulo de biomassa (~60 dias), rebrote pós-ceifa/pré-dessecação, plantio da soja, florescimento da soja e colheita — e descreveu o timing agronômico de manejo praticado no Matopiba/Tocantins: soja colhida em março, capim semeado em seguida, ceifa por rolo-faca cerca de 60 dias depois (maio), rebrote de mais 30 dias e dessecação das plantas de cobertura antecipada ainda no fim de junho ou início de julho.

A antecipação existe porque a dessecação feita em agosto-setembro — período de baixa altitude, alta temperatura e seca severa na região — não permite metabolização eficaz do herbicida.

O ciclo anual do potássio no sistema capim-soja. Ciclagem de potássio no solo ao longo do tempo
Figura 3. O ciclo anual do potássio no sistema capim-soja, da semeadura à colheita. Elaborado pelo autor com a ajuda do Claude. Fonte: (Rodrigo Almeida, SBSS, 2026).

A tabela 1 consolida os seis pontos de amostragem do Experimento 1, comparando o sistema de cobertura com o pousio. Vale notar que o levantamento não acompanhou uma única parcela do início ao fim do ciclo: Almeida (SBSS, 2026) reportou, em cada ponto, o sistema mais representativo daquele momento — Mombaça nos pontos 2 e 3, Miyagui nos pontos 4 e 5, e Ruziziensis no ponto 6.

Tabela 1. Potássio (K₂O) no sistema solo-palha ao longo do ciclo anual — sistema de cobertura x pousio (Experimento 1)

Ponto do cicloSistema em destaqueCiclagem (palha) %Solo %Total K₂O kg/haPousio — Ciclagem %Pousio — Solo %Pousio total kg/ha
1 — semeadura do capim (pré-capim)—5%95%242———
2 — máximo acúmulo de biomassa (~60d)Mombaça85%15%4095%95%161
3 — pós-rebrote /dessecação (+30d)Mombaça74%26%3972%98%216
4 — plantio da sojaMiyagui26%74%2471%99%145
5 — florescimento da sojaMiyagui25%75%40729%71%210
6 — colheita da sojaRuziziensis43%57%39740%60%317
Elaborado pelo autor com a ajuda do Claude. Fonte: (Rodrigo Almeida, SBSS, 2026).

Ciclagem de potássio no solo em sistemas de cobertura

A proporção de potássio que migra para a parte aérea varia por sistema: em capim solteiro de alta produção de biomassa (Mombaça), chegou a 85% do potássio total do sistema; em mix de plantas de cobertura, a proporção caiu para cerca de 59%; no pousio, o solo segue concentrando entre 74% e 95% do nutriente.

No Experimento 2, conduzido com mix de plantas de cobertura, Almeida (SBSS, 2026) atribui a proporção ciclagem/solo menor (60/40, contra 85/15 no Experimento 1) à menor produção de biomassa da área — mais nova, mais seca, com maiores dificuldades de estabelecimento.

Ainda assim, o mix nunca venceu isoladamente em nenhum nutriente específico, mas ficou consistentemente entre os melhores em todos: fósforo, enxofre e boro também foram ciclados em proporções relevantes pelos diferentes sistemas testados — o mix “tem um pouco de cada estratégia” dentro do mesmo talhão.

Os experimentos combinaram diferentes espécies de plantas de cobertura: entre os capins, Ruziziensis, Marandu, Piatã, Tamani, Quênia, Zuri, Mombaça e Miyagui — as três primeiras, braquiárias; entre as demais espécies dos mixes, Crotalária ochroleuca, nabo forrageiro, milheto, trigo mourisco, girassol, crambe e guandu forrageiro.

A tabela a seguir reproduz um recorte da ciclagem por sistema, na época da ceifa. A tabela original traz duas linhas de “Pousio” e duas de “Mombaça”, identificadas apenas como “(1)” e “(2)”, sem indicação de a qual experimento ou safra cada uma corresponde — os valores são reproduzidos exatamente como constam na fonte.

Tabela 2. Ciclagem de potássio por sistema de cobertura, na época da ceifa (~60 dias após o plantio)

SistemaM.S. t/haK kg/haK₂O kg/ha
Pousio (1)4,1146,255,6
Pousio (2)5,516,98,3
Mombaça (1)7,82127,4153,5
Mombaça (2)14,35287,0345,7
Mix Coringa7,98102,4123,3
Mix Nematoide9,2196,7116,5
Crotalária ochroleuca6,1770,885,3
Elaborado pelo autor com a ajuda do Claude. Fonte: (Rodrigo Almeida, SBSS, 2026).

Preciso aumentar a dose de potássio quando a análise de solo está baixa?

Não necessariamente. Antes de aumentar a dose de potássio por causa de uma análise de solo “baixa” em sistema de alta cobertura, é preciso considerar a época de amostragem: se a coleta caiu num momento de pico de acúmulo na palhada, o sistema pode estar entregando mais potássio total via ciclagem, não menos — e a dose pode até ser reavaliada para baixo, não para cima.

Como referência de custo prático de uma interpretação equivocada, Sousa e Lobato (2004), na obra de referência para recomendação de adubação em Cerrado, apontam uma diferença de cerca de 50 kg/ha de K₂O (83 kg/ha de KCl) entre a dose recomendada para um solo classificado como “baixo” e um classificado como “médio” em potássio — ou seja, classificar erroneamente a faixa já dispara essa diferença de dose.

Em sistemas com aporte relevante de biomassa, a recomendação é reconsiderar a interpretação da análise de solo conforme a época de amostragem, e considerar reduzir a dose — ou pelo menos reavaliar os índices de eficiência — quando o sistema está entregando mais nutriente total via ciclagem, em vez de presumir perda automática pela leitura isolada do teor de solo.

Essa reavaliação não significa abrir mão de produtividade: a diferença de produtividade de soja em sistemas com cobertura, em relação ao pousio, foi de 13, 6 e 4 sacos por hectare a mais, conforme a safra, no Experimento 1; e de 11 sacos por hectare a mais (+23%, Pr<0,0001) nos mixes de cobertura do Experimento 2 — ganho associado à ciclagem, não apesar dela.

Essa reavaliação vale sobretudo quando o quadro é de deficiência de potássio apenas aparente na análise de solo, não de deficiência real na planta.

Diferença de produtividade de soja nos sistemas com planta de cobertura, em relação ao pousio
Figura 4. Diferença de produtividade de soja nos sistemas com planta de cobertura, em relação ao pousio — Experimento 1 (13, 6 e 4 sacos/ha a mais, conforme a safra) e Experimento 2 (+11 sacos/ha, +23%, estatisticamente significativo). Elaborado pelo autor com a ajuda do Claude. Fonte: (Rodrigo Almeida, SBSS, 2026).

Erros comuns na ciclagem de potássio em sistemas de cobertura

Dois erros recorrentes aparecem na leitura da ciclagem de potássio: usar milheto — planta anual — como cobertura de ciclo longo, quando ele só sustenta cobertura rápida por poucos meses; e amostrar o solo sem considerar o estágio da planta de cobertura, o que distorce a leitura do teor real de potássio disponível no sistema.

Milheto não é planta de cobertura para “maratona”

Almeida (SBSS, 2026) atribui essa distinção ao trabalho de mestrado de Larissa de Souza Bortolo (BORTOLO, 2024), do grupo de pesquisa em solos e nutrição de plantas da ESALQ/USP: sistemas sem safrinha — soja tardia, com mais de seis meses de planta de cobertura no ano, exigem espécie perene, que rebrota após a ceifa e continua ciclando nutrientes.

O milheto é anual: germina, cresce, floresce e morre. Por isso funciona bem só em janelas curtas — cobertura rápida do solo após atraso de plantio ou abertura de área —, não como planta de cobertura de ciclo longo.

Cuidado com o timing da amostragem de solo

O erro mais citado por Rodrigo Almeida (SBSS, 2026) é interpretar a queda no teor de um nutriente do solo, em sistema com aporte de biomassa, como perda real de fertilidade — quando, na verdade, o nutriente está temporariamente na parte aérea das plantas de cobertura. Há também um erro simétrico: achar que solo argiloso é automaticamente mais fértil, lógica do modelo tradicional que não se sustenta do mesmo jeito em sistemas de alta ciclagem.

O que você leva para o campo amanhã sobre ciclagem de potássio no solo?

  1. Potássio “baixo” na análise de solo, em sistema de alta cobertura, nem sempre é perda real — pode estar temporariamente na palhada.
  2. No pico de biomassa do capim, a palhada pode concentrar até 85% do potássio do sistema solo-planta — o solo “abre mão” temporariamente do papel de repositório.
  3. A proporção ciclagem/solo varia por sistema: é mais extrema em capim solteiro de alta biomassa do que em mix de cobertura, e praticamente inexistente no pousio.
  4. Antes de aumentar a dose de adubo potássico por causa de uma análise de solo baixa, verifique a época da amostragem em relação ao ciclo da planta de cobertura.
  5. Milheto não sustenta ciclagem de nutrientes por mais de poucos meses — não é planta de cobertura para janelas longas sem safrinha.
  6. A fertilidade em sistemas de alta cobertura pede um jeito novo de interpretar a análise de solo, não só a mecânica antiga de leitura. Como resume o Dr. Rodrigo Almeida (SBSS, 2026): “Nós sabemos adubar solo doente, mas temos muito que aprender para adubar solo saudável.

Perguntas frequentes sobre ciclagem de potássio no solo

Por que o potássio do solo “some” depois que planto capim de cobertura?

Ele não some — migra temporariamente para a parte aérea do capim, que passa a concentrar a maior parte do potássio do sistema no pico de acúmulo de biomassa (até 85% em um experimento de campo). O nutriente retorna ao solo à medida que a palhada se decompõe.

Planta de cobertura substitui parte da adubação potássica?

Em sistemas de alta ciclagem, o potássio disponibilizado pela decomposição da palhada funciona como uma adubação de cobertura natural — o que sustenta reavaliar a dose de fertilizante potássico com base no total de nutriente que o sistema já entrega via ciclagem, não só no teor isolado do solo.

Quanto tempo o potássio da palhada demora para voltar ao solo?

A liberação começa a poucos milímetros de chuva após a dessecação e continua de forma gradual ao longo do ciclo da cultura seguinte — nos experimentos de campo, o retorno mais expressivo ocorreu entre a dessecação do capim e o florescimento da soja subsequente.

Qual a melhor época para coletar amostra de solo em sistema com planta de cobertura, sem “errar” o teor de K?

Evite amostrar no pico de acúmulo de biomassa da planta de cobertura (época da ceifa), quando o potássio está concentrado na parte aérea — o teor no solo nesse momento tende a subestimar o potássio total disponível no sistema.

Milheto é uma boa planta de cobertura para ciclar potássio o ano todo?

Não. Milheto é uma espécie anual — germina, cresce, floresce e morre — por isso funciona bem em janelas curtas de cobertura rápida do solo, mas não sustenta ciclagem de nutrientes em janelas longas (mais de seis meses sem safrinha), papel que pede espécies perenes que rebrotam após a ceifa.

O que é “química da palha”?

É um conceito proposto para complementar a “química do solo” tradicional: quantificar o nutriente retido na palhada/parte aérea das plantas de cobertura, não só no solo, para entender de forma completa a fertilidade de sistemas de alta ciclagem.

—

Entender quando o potássio está no solo e quando está na palhada é só um recorte da fertilidade em sistemas de alta cobertura. A Pós-Graduação em Fertilidade e Saúde do Solo da Agroadvance aprofunda esse território — do diagnóstico químico tradicional à leitura de sistemas que reciclam nutriente pela própria biomassa. Cliquem em SAIBA MAIS e conheça o curso:

Pós-graduação em Fertilidade e Saúde do Solo

Procedência

Com base em: ALMEIDA, R. E. M. Dinâmica da fertilidade do solo em sistemas agrícolas promotores de saúde do solo. Palestra apresentada no Simpósio Brasileiro de Saúde do Solo (SBSS), Goiânia/GO, 2026.

Rodrigo Estevam Munhoz de Almeida é pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (Núcleo Temático de Sistemas Agrícolas), em Palmas (TO), engenheiro agrônomo pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), com mestrado em Fitotecnia e doutorado em Fitotecnia — Sistemas de Produção, ambos pela USP/ESALQ. Suas pesquisas conectam manejo de solos tropicais, sistemas de integração lavoura-pecuária e saúde do solo, com foco em fertilidade e adubação em áreas de fronteira agrícola e em metodologias de avaliação da saúde do solo por enzimas indicadoras.

Referências

BORTOLO, L. de S. Diversificação de sistemas de produção com forrageiras na região de expansão agrícola do Brasil: impactos no carbono, na saúde do solo e na produtividade de culturas. 2024. Dissertação (Mestrado em Ciências — Solos e Nutrição de Plantas) — Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2024.

SOUSA, D. M. G. de; LOBATO, E. Cerrado: correção do solo e adubação. 2. ed. Planaltina: Embrapa Cerrados/Embrapa Informação Tecnológica, 2004. 416 p. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/555355/cerrado-correcao-do-solo-e-adubacao/. Data de acesso: 15 Set. 2026

Sobre a autora:

Beatriz Nastaro Boschiero

Especialista em Conteúdo na Agroadvance

  • Pós-doutora pelo CTBE/CNPEM e CENA/USP
  • Mestra e Doutora em Solos e Nutrição de Plantas (ESALQ/USP)
  • Engenheira Agrônoma (UNESP/Botucatu)
  • [email protected]
  • Perfil do Linkedin
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Como citar este artigo:

BOSCHIERO, B.N. Ciclagem de potássio no solo: por que a palhada pode concentrar até 85% do nutriente do sistema. Blog Agroadvance. Publicado em: 15 Set. 2026. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-ciclagem-de-potassio-no-solo/. Data de acesso: 22 set. 2026.

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