Ir para o conteúdo
  • Pós-Graduação
  • MBAs
  • Imersões
    • Imersão Internacional China
    • Imersão IA no Agro
    • Imersão Produtores de Alta Performance
    • Imersão Dinheiro no Agro
  • Para empresas
    • Treinamento Corporativo
    • Agrosales
  • Blog
  • Biblioteca
    • Agroclass
    • Agroteca
    • Conteúdo Gratuito
  • Pós-Graduação
  • MBAs
  • Imersões
    • Imersão Internacional China
    • Imersão IA no Agro
    • Imersão Produtores de Alta Performance
    • Imersão Dinheiro no Agro
  • Para empresas
    • Treinamento Corporativo
    • Agrosales
  • Blog
  • Biblioteca
    • Agroclass
    • Agroteca
    • Conteúdo Gratuito
Área do Aluno
  • Pós-Graduação
  • MBAs
  • Imersões
    • Imersão Internacional China
    • Imersão IA no Agro
    • Imersão Produtores de Alta Performance
    • Imersão Dinheiro no Agro
  • Para empresas
    • Treinamento Corporativo
    • Agrosales
  • Blog
  • Biblioteca
    • Agroclass
    • Agroteca
    • Conteúdo Gratuito
  • Pós-Graduação
  • MBAs
  • Imersões
    • Imersão Internacional China
    • Imersão IA no Agro
    • Imersão Produtores de Alta Performance
    • Imersão Dinheiro no Agro
  • Para empresas
    • Treinamento Corporativo
    • Agrosales
  • Blog
  • Biblioteca
    • Agroclass
    • Agroteca
    • Conteúdo Gratuito
GARANTA SEU CUPOM DE DESCONTO DE ATÉ R$ 1.300 TEMPO RESTANTE: 0 DIAS 60% OFF ATÉ JANEIRO + 1 ANO DE AGROCLASS GRÁTIS
GARANTA SEU CUPOM DE DESCONTO DE ATÉ R$ 1.300 TEMPO RESTANTE: 0 DIAS 60% OFF ATÉ JANEIRO + 1 ANO DE AGROCLASS GRÁTIS GARANTA SEU CUPOM DE DESCONTO DE ATÉ R$ 1.900 TEMPO RESTANTE: 0 DIAS 60% OFF ATÉ JANEIRO + 1 ANO DE AGROCLASS GRÁTIS

Adubação foliar em soja: quais nutrientes fornecer e em que momento?

Entenda quando a adubação foliar em soja é agronomicamente justificável, quais nutrientes apresentam melhor resposta e como aplicar com eficiência e segurança.
  • Publicado em 13/02/2026
  • Alexandre Augusto da Silva
  • Nutrição de plantas, Soja
  • Publicado em 13/02/2026
  • Alexandre Augusto da Silva
  • Nutrição de plantas, Soja
  • Atualizado em 10/02/2026
adubação foliar em soja para enchimento dos grãos
Sumário

A adubação foliar em soja vem ganhando espaço nas decisões de manejo nutricional, especialmente diante de cenários em que a absorção radicular é limitada ou a demanda fisiológica da cultura se intensifica. Dados de 2025 da Associação Brasileira de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) indicam crescimento expressivo no mercado de fertilizantes no Brasil, com crescimento de 18,9% em 2024 em relação à 2023, atingindo mais de R$26 bilhões de faturamento.

Na cultura da soja, onde a produtividade está diretamente ligada ao equilíbrio fisiológico, decisões nutricionais precisam ser fundamentadas em diagnóstico, fisiologia e manejo do solo bem estabelecido. A aplicação foliar não substitui a adubação via solo, mas pode ser uma ferramenta útil quando empregada com critério técnico.

Ter informações confiáveis e conhecer as características do produto comercial, como garantia nutricional, fontes utilizadas, solubilidade e compatibilidade com o manejo adotado na propriedade, pode ajudar na escolha e alocação do fertilizante.

Neste artigo, você vai entender como funciona a adubação foliar em soja, em quais situações ela é justificável agronomicamente, quais nutrientes apresentam maior eficiência de fornecimento via folha e quais cuidados devem ser adotados para evitar perdas e interpretações equivocadas.

O que é adubação foliar e por que ela importa na soja

A adubação foliar consiste no fornecimento de nutrientes diretamente sobre as folhas da planta, que atuam como órgão de absorção.  Trata-se de uma prática complementar à adubação de solo, indicada principalmente para correções pontuais ou atendimento de demandas específicas da cultura.

Enquanto o objetivo da adubação no solo é o de suprir nutrientes que a cultura exige em maior quantidade, como N, P, K, Ca, Mg e S, a aplicação foliar atua de forma conjunta fornecendo micronutrientes, estes requeridos em menores doses ou corrigindo deficiências pontuais.

A principal vantagem da adubação foliar está na rapidez de absorção, o que permite intervenções estratégicas em momentos de alta demanda da soja ou quando as condições para absorção radicular são desfavoráveis, permitindo a correção nutricional antes que perdas significativas sejam observadas na lavoura.

diagrama de sintomas de deficiência em plantas
Figura 1. Região do aparecimento dos sintomas de deficiências em plantas: folhas velhas e folhas novas.

Menores perdas por lixiviação de nutrientes e adsorção, também são benefícios da aplicação foliar, principalmente no fornecimento de elementos que tendem a reagir com óxidos de ferro e alumínio quando aplicados no solo, o que reduz sua disponibilidade para a planta.

Como funciona a absorção foliar na soja

Os mecanismos de absorção foliar são complexos, com diferentes áreas e estruturas da superfície foliar contribuindo em diferentes proporções no processo de absorção.

Conhecer o funcionamento destes mecanismos responsáveis pela absorção dos fertilizantes é essencial para entender de que forma características como pH da calda, solubilidade das fontes e condições climáticas podem afetar a aplicação foliar.

Mecanismos de absorção de nutrientes pela folha

A chegada do fertilizante à folha é a primeira etapa para que o nutriente seja absorvido, distribuído e utilizado pela cultura. A entrada deste pode ocorrer por meio de quatro vias de absorção: cutícula, rachaduras ou imperfeições cuticulares, estômatos e tricomas, com destaque para a cutícula e os estômatos.

esquemático da estrutura da folha de dicotiledôneas
Figura 2. Estrutura típica de folha de dicotiledônea. Fonte: Fernandez et al. (2015).

Cutícula: Camada externa da folha e de característica cerosa, é a principal barreira para penetração dos nutrientes, os quais normalmente atravessam de forma lenta e por difusão de pequenos poros aquosos.

Rachaduras ou imperfeições cuticulares: São mecanismos causados por danos à estrutura da planta no caso das rachaduras, ou pequenos poros que naturalmente encontram-se na superfície foliar, como as imperfeições cuticulares.

Estômatos: Responsáveis pelas trocas gasosas na planta, são pequenas aberturas presentes nas folhas, permitindo rápida absorção do nutriente. A absorção por esta via ocorre quando estes estão abertos, sendo temperaturas amenas e alta umidade relativa do ar, condições favoráveis à abertura.

Tricomas: São estruturas presentes nas folhas semelhantes aos pelos, capazes de absorver os nutrientes.

Devido às características destes mecanismos, é importante que os fertilizantes sejam solúveis em água ou estejam em pequenas partículas, facilitando a penetração na cutícula, estômatos e demais estruturas.

Para que a planta possa fazer uso dos nutrientes, estes são redistribuídos através do floema. No entanto, a mobilidade é diferente entre os nutrientes, o que pode favorecer ou não a translocação destes na planta.

Tabela 1. Classificação dos nutrientes quanto à mobilidade no floema

MóvelIntermediários ou condicionalmente móveisPouco móveis
PotássioSódioCálcio
NitrogênioFerroSilício
EnxofreZincoManganês
MagnésioCobreBoro (depende da espécie)
FósforoMolibdênio 
Cloro  
Boro (depende da espécie)  
Fonte: Epstein; Bloom (2005).

Processo de absorção de nutrientes via foliar

Enquanto na adubação via solo os nutrientes são absorvidos pelas raízes e transportados pelo xilema, na aplicação foliar a redistribuição dos nutrientes ocorre pelo floema e são direcionados para órgãos drenos para metabolização.

Após a entrada dos nutrientes pelos mecanismos de absorção, estes alcançam o mesófilo e chegam às organelas, melhorando o metabolismo celular.

Com a melhora do metabolismo, processos como a fotossíntese e respiração celular podem ser otimizados e melhorar a produtividade da soja.

Condições ambientais e eficiência da aplicação foliar

A eficiência da adubação foliar pode variar em função das condições ambientais, com parâmetros como temperatura e umidade relativa do ar influenciando por exemplo na flexibilidade da cutícula e abertura dos estômatos.

Dentre as condições ideais para aplicação da adubação foliar em soja podemos destacar:

  • Temperaturas amenas
  • Umidade relativa do ar acima de 60%
  • Ventos em baixa velocidade
  • Volume adequado de calda
  • pH de calda ajustado
  • Uso de doses recomendadas

Aplicações fora dessas condições aumentam riscos de deriva, evaporação, baixa absorção e fitotoxicidade.

Tabela 2. Relação entre aplicação foliar e produtividade

HorárioProdutividade  (kg/ha)Índice
8h2.350114
11h2.180106
14h2.060100
14h2.060100
Fonte: Adaptado de Rosolem (1986).

Com estas condições em campo, serão menores as perdas por deriva e melhor será a cobertura das folhas. Dessa forma, é possível melhorar a eficiência de uso do fertilizante pela planta, e proporcionar melhor retorno sobre o investimento para o produtor.

Quando realizar adubação foliar na soja

O momento ideal de aplicação pode ser definido de acordo com critérios estabelecidos pelo produtor. O diagnóstico de deficiência nutricional proveniente da análise foliar ou períodos de maior demanda por nutrientes, são fatores que impactam a tomada de decisão.

Na cultura da soja, a adubação foliar pode ser feita no período vegetativo e reprodutivo, sendo as doses e nutrientes definidos de acordo com o requerimento da planta naquele momento.

Período vegetativo

No período vegetativo, o crescimento acelerado e diferenciação, são características marcantes. Nesta fase, a planta aumenta a demanda de Molibdênio (Mo) e Cobalto (Co) devido à intensificação da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN).

O Zinco (Zn), por sua vez, passa a ser mais exigido para produção de hormônios do crescimento.

Período reprodutivo

O período reprodutivo, por sua vez, é a fase de maior demanda nutricional de todo o ciclo da soja;

Destaques de demanda ocorrem para o fornecimento de Boro (B) e Cálcio (Ca) essenciais para pegamento floral e desenvolvimento do tubo polínico.

Manganês (Mn) e por vezes Potássio (K) auxiliam no enchimento de frutos, dependo das condições do solo.

Representação de estádios fenológicos da soja.
Figura 3. Estádios fenológicos da soja.

Em solos de pH alcalino, a correção nesta fase com Manganês (Mn) também pode ser necessária, pois sua disponibilidade é reduzida com o aumento da alcalinidade.

A tabela 3 apresenta os nutrientes, doses e principais fases do ciclo da soja em que a adubação foliar é recomendada.

Tabela 3. Recomendação de adubação foliar para soja com produtos à base de sulfato

ESTÁDIOMnZnCuMoCoNiBMgP2O5
————————————— g ha-1 —————————————
V3/V415065102024–––
V81506510––––––
R21507010–––50300750
R5.1/R5.2––––––50300750
TOTAL4502003020241006001500
Fonte: Vitti (2021).

Uma das principais ferramentas para o diagnóstico do estado nutricional é a análise foliar. A coleta deve ser logo no início do florescimento ainda em R1, devido ao pico de acúmulo de nutrientes.

Castro et al. (2021) recomenda a coleta de 35 folhas, considerando a terceira ou quarta folha (sem pecíolo) a partir do ápice da haste principal.

Assim, a diagnose em R1 permite que o produtor ajuste a adubação antes da formação das vagens, possibilitando a melhoria do enchimento de grãos e produtividade da cultura.

Principais nutrientes fornecidos via adubação foliar

Considerando que a aplicação foliar busca corrigir deficiências pontuais ou suprir a planta em períodos de maior exigência nutricional, a prática pode garantir o bom funcionamento de processos importantes para a cultura e assegurar uma produtividade adequada.

Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), fotossíntese e ativação de enzimas, são alguns dos processos de atuação dos principais nutrientes fornecidos via adubação foliar.

Manganês na soja

Micronutriente essencial para o desenvolvimento da soja, o manganês (Mn) está envolvido em processos como fotossíntese, ativação de enzimas e resistência a doenças.

Fotossíntese – Neste processo, o nutriente está presente na fotólise da água no fotossistema II (PSII), em que quatro átomos de Mn se associam ao complexo evolutivo de oxigênio ligado à proteína do centro de reação do PSII. Estes, acumulam quatro cargas positivas, que oxidam duas moléculas de água, liberando uma de O2 além de quatro prótons.

Ativação de enzimas – Cofator de enzimas, o Mn participa da ativação de enzimas como descarboxilase, desidrogenase e oxidase. Na soja, o elemento atua na ativação da enzima nitrito redutase, sendo esta essencial para a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), através da redução do nitrogênio seguida da incorporação aos esqueletos de carbono.

Resistência a doenças – Devido ao seu envolvimento na síntese de lignina, a adubação com Mn na soja pode reduzir a susceptibilidade ao ataque de fitopatógenos, pois a lignina fortalece as paredes celulares e atua como barreira contra infecções patogênicas.

Algumas práticas de manejo, podem levar à deficiência de manganês pela cultura, não pela ausência do nutriente no solo, mas pela aplicação de calcário dolomítico (>12% MgO). Com essa fonte, o magnésio do calcário pode reduzir a absorção de manganês devido à competição.

Neste caso, a aplicação foliar pode ser uma boa alternativa para fornecimento do nutriente à soja.

Os sintomas da deficiência de manganês podem ser observados com o aparecimento de clorose internerval em folhas jovens, tornando-as verdes e grossas, junto ao surgimento de pequenas manchas necróticas, podendo levar à deformação das folhas.

Molibdênio na soja

O molibdênio na soja está intimamente ligado à FBN. Na planta, o nutriente faz parte de reações de catalização e da estrutura de enzimas. Sua presença pode ser destacada em situações como:

  • Catalisação da enzima nitrogenase, responsável pela transformação do N2 atmosférico em amônia (NH3).
  • Estrutura da enzima nitrato redutase, enzima catalisadora do processo de redução do nitrato (NO3) à nitrito (NO2).

A deficiência de molibdênio tem se acentuado nos últimos anos, provavelmente decorrente da exportação através da colheita dos grãos. Na colheita, aproximadamente 70% do Mo absorvido é exportado pelos grãos.

Isso ressalta a importância de manter a cultura com teores adequados do nutriente, adubando com doses capazes de repor o exportado e suprir as necessidades da planta no decorrer do ciclo.

Devido à relação com a FBN, a deficiência de Mo pode induzir à deficiência de nitrogênio, com sintomas como clorose em folhas velhas, seguida de necrose.

Cobalto na soja

Considerado elemento benéfico para as plantas, na soja o cobalto é essencial para síntese de cobalamina (Vitamina B12), precursora da leghemoglobina nos nódulos, sendo, portanto, um elemento de grande importância para FBN.

No interior dos nódulos, a conversão do N2 atmosférico em NH3 só é possível em ambiente anaeróbico. Desta forma, a leghemoglobina é responsável pela retirada do oxigênio, o que permite o processo de fixação de nitrogênio na soja.

Portanto, de maneira semelhante ao molibdênio, a baixa disponibilidade de cobalto às plantas pode induzir à deficiência de N, sendo sintomas típicos a clorose em folhas velhas, e posteriormente a necrose.

Boro na soja

Em ambientes tropicais, o boro (B) é um dos micronutrientes de maior deficiência. A soja é uma das culturas em que a extração de boro é de grande relevância, sendo que a demanda pelo nutriente aumenta durante o período reprodutivo, em que o crescimento do tubo polínico e a expressão das paredes celulares dos grãos estão em ascensão.

Na planta pode ser encontrado principalmente nas seguintes estruturas e funções:

  • Parede celular: Aproximadamente 90% do nutriente fica concentrado na parede celular, participando de forma estrutural ou fisiológica através da regulação da pressão osmótica.
  • Membranas: Participa da divisão e alongamento celular.
  • Sementes: O baixo teor pode danificar permanentemente os embriões, afetando a germinação ou produzindo seedlings defeituosos.

A deficiência de boro pode ser observada inicialmente em folhas jovens, devido sua baixa mobilidade na maioria das plantas. Sintomas como coloração bronzeada e folhas duras são comuns.

O manejo do nutriente deve ser realizado de forma atenciosa, pois a faixa entre a deficiência e toxidez é relativamente baixa quando comparado à outros nutrientes.

Outros micronutrientes (Zn, Cu, Cl, Fe, Ni)

Dentre os micronutrientes exigidos pela cultura, estão o zinco (Zn), cobre (Cu), cloro (Cl), ferro (Fe), níquel (Ni) e silício (Si).

  • Zinco: Importante para síntese do aminoácido triptofano, (precursor do ácido indolacético (AIA)). Está presente também estruturalmente na RNA polimerase e superóxido dismutase. A deficiência pode ser observada por meio do encurtamento dos internódios, folhas pequenas, menor desenvolvimento radicular e folhas torcidas e necróticas.
Folha deficiente em Zinco
Figura 4. Sintomas de deficiência de zinco em soja. Fonte: Hansel e Oliveira (2016)
  • Cobre: É ativador de enzimas da fotossíntese e respiração, atuando também na distribuição de carboidratos, redução e fixação do N2, além de estar relacionado à resistência a doenças fúngicas. A deficiência pode ser observada pela necrose nas pontas dos folíolos de folhas novas, morte do ponteiro e encurtamento dos entrenós.
  • Cloro: Atua na fotólise da água no fotossistema II e na turgescência celular através da pressão osmótica. Clorose foliar é sintoma típico de deficiência, devido à redução da fotossíntese.
  • Ferro: Participa da transferência de elétrons, além de ser ativador de enzimas e estar presente na nitrogenase. Em casos de deficiência pode ser observado clorose internerval em folhas jovens.
  • Níquel: Participa da enzima urease em grãos de soja, aumenta a massa dos nódulos radiculares e peso dos grãos. Manchas necróticos nas extremidades dos folíolos são sintomas de deficiência do nutriente.

Fontes de fertilizantes foliares disponíveis no mercado

Escolher o fertilizante adequado exige atenção em relação à conceitos como ponto de solubilidade, ordem de mistura, dose, salinidade e compatibilidade entre produtos.

De maneira geral, podemos encontrar micronutrientes nas formas de sais, quelatos, fosfitos e suspensões concentradas, sendo que nesta última estão inclusos óxidos, hidróxidos e carbonatos.

Tabela 4. Principais fontes de fertilizantes foliares disponíveis

Sais solúveisQuelatos / FosfitosSuspensões concentradas micronizadas
VantagensDesvantagensVantagensDesvantagensVantagensDesvantagens
Baixo custoDificuldade de misturaFacilidade de misturaCusto elevadoAlta Concentração / volumeAbsorção lenta
Rápida absorçãoFitotoxicidadeRápida absorçãoBaixa Concentração / volumeMenor custo de transporte 
Fonte: Adaptado de Otto (2025).

Uma das principais características que o produtor deve observar antes da escolha da fonte é o ponto de solubilidade (PS).

  • O ponto de solubilidade pode ser definido como a quantidade máxima da fonte que pode ser adicionada à calda sem a precipitação. Por isso, é fundamental conhecê-lo antes do preparo da calda.

Para evitar problemas com precipitação em misturas, uma alternativa pode ser o uso de quelatos.

  • Os quelatos são formados pela combinação de um agente quelatizante por meio de ligações químicas com um metal. Sua baixa dissociação em solução, e menor suscetibilidade às reações com outros componentes, permitem que sejam facilmente absorvidos pelas folhas.

No mercado, sais e quelatos estão entre as principais fontes de nutrientes para adubação foliar.

Tabela 5. Principais fontes de fertilizantes foliares.

FonteConcentração do nutriente
Sulfato de cobre     24% Cu
Sulfato de manganês        25-28% Mn
Sulfato de zinco      21-22% Zn
Molibdato de sódio39% Mo
Molibdato de amônio        48% Mo
Óxido de zinco         75-80% Zn
Óxido de manganês          63% Mn
Quelato de manganês      5% Mn
Quelato de cobre   5% Cu
Quelato de zinco    7% Zn
Adaptado de Otto, 2025.

Cuidados na aplicação foliar

Quando a adubação via solo é realizada, reações como lixiviação e adsorção podem ocorrer devido à interação do fertilizante com as partículas do solo.

De forma semelhante, durante o preparo da calda para aplicação foliar, podem ocorrer reações indesejadas como precipitação ou incompatibilidade entre os produtos do tanque.

No campo é comum a prática da adição de herbicidas, fungicidas, inseticidas e bioestimulantes ao fertilizante foliar, visando aumentar a eficiência operacional da aplicação.

No entanto, a compatibilidade entre produtos deve ser verificada, sendo recomendada a realização da mistura em uma garrafa antes do preparo no tanque, evitando uma possível perda significativa caso a mistura seja realizada diretamente no tanque.

Além da precipitação, é fundamental que a combinação entre os produtos não cause fitotoxicidade e prejuízos à lavoura.

Assim, a adubação foliar deve ser baseada no monitoramento e avaliação de resultados, buscando mensurar os benefícios e retorno econômico da prática.

Vantagens e limitações da adubação foliar em comparação à adubação via solo

Importante ressaltar que a adubação foliar não substitui a adubação no solo, mas complementa por meio do estímulo e reequilíbrio do metabolismo da soja.

O fornecimento de nutrientes através da folha induz à emissão de sinais internos pela planta, que levam à estímulos e melhoram a absorção do que foi fornecido via solo.

O uso da adubação foliar pode ser justificado quando as condições do solo limitam a disponibilidade dos nutrientes aplicados, em situações como:

  •  pH do solo que indisponibiliza determinados nutrientes
  • limitação da absorção pela raiz
  • correção rápida e pontual de deficiências
  • picos de alta demanda nutricional da planta.

Gráfico relacionando a disponibilidade de nutrientes de acordo com o pH do solo
Figura 5. Relação entre a disponibilidade de nutrientes e pH do solo. Fonte: Malavolta (1979).

No entanto, a adubação foliar possui restrições intrínsecas à prática que devem ser consideradas no manejo nutricional. Dentre elas estão:

  • fornecimento não contínuo de nutrientes
  • incapacidade de fornecer grandes quantidades de nutrientes
  • condições climáticas devem ser favoráveis à absorção do fertilizante
  • risco de fitotoxicidade
  • possível incompatibilidade com outros produtos

Com objetivo de melhorar a absorção dos fertilizantes, agentes como surfactantes e umectantes podem ser adicionados.

Os surfactantes podem ser utilizados para reduzir a tensão superficial e melhorar o espalhamento sobre a superfície da folha, enquanto os umectantes aumentam o tempo de secagem do produto, o que pode ser útil principalmente em dias mais quentes.

Conclusão

O fornecimento de micronutrientes com adubação foliar evita que reações indesejadas destes ocorram no solo, sendo, portanto, uma prática eficiente para nutrientes como B, Zn, Mo, Mn, dentre outros.

Apesar de facilitar o manejo operacional, a mistura com defensivos, bioestimulantes e demais produtos devem ser testada antes de ir para o tanque de pulverização, sendo necessários testes de compatibilidade entre eles e verificada possível fitotoxicidade à cultura.

Além disso, adotar a adubação foliar na soja é um manejo que pode trazer retorno econômico, desde que manejos como correção e adubação do solo estejam bem estabelecidos, lembrando que a aplicação foliar vem para complementar estes manejos e potencializar o metabolismo da planta.

—

Quer ter acesso de forma prática e rápida a informações com as principais deficiências nutricionais?

Baixe de forma gratuita o ebook e saiba identificar quais nutrientes a sua lavoura precisa! Clique em BAIXAR AGORA.

guia prático de deficiências nutricionais

Torne-se referência na produção de grãos com a Pós-graduação em Soja e Milho da Agroadvance, com fundamentos agronômicos e aplicação prática para o profissional do agro.

Referências

ABISOLO. Fertilizantes especiais apresentaram crescimento expressivo em 2024. Blog Abisolo. Publicado em: 30 Mai 2025. Disponível em: https://www.abisolo.com.br/releases/fertilizantes-especiais-apresentaram-crescimento-expressivo-em-2024/. Acesso em: 2 fev. 2026.

SARAIVA, J.R. Adubação foliar na soja. Blog Agromove. Publicado em: 19 Nov 2021. Disponível em: https://blog.agromove.com.br/adubacao-foliar-soja/. Acesso em: 31 jan. 2026.

CESÁRIO, O. Importância dos micronutrientes na soja. Blog Agromove. Publicado em: 20 Jun 2023. Disponível em: https://blog.agromove.com.br/importancia-micronutrientes-soja/. Acesso em: 4 fev. 2026.

CASTRO, CESAR DE et al. Análise foliar. Brasília, DF: Embrapa, [20–]. Disponível em: https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/soja/arvore/CONTAG01_40_271020069132.html.

CRUSCIOL, C.A. Adubação foliar vs. metabolismo da planta. Vídeo explicativo. Disponível em: https://www.youtube.com. Acesso em: 1 fev. 2026.

RAIMUNDI, D.L.; MOREIRA, G.C.; TURRI, L.T.Modos de aplicação de boro na cultura da soja. Cultivando saber. Disponível em: https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/524/436. Acesso em: 4 fev. 2026.

EPSTEIN, E.; BLOOM, A. J. Mineral nutrition of plants: principles and perspectives. New York: Wiley & Sons, 2005. 400 p.

FERNÁNDEZ, V.; BROWN, P. H. From plant surface to plant metabolism: the uncertain fate of foliar-applied nutrients. Frontiers in plant science, v. 4, 2013.

ICL growing solutions. The importance of manganese in plant nutrition. Disponível em: https://icl-growingsolutions.com/pt-br/agriculture/knowledge-hub/the-importance-of-manganese-in-plant-nutrition/. Acesso em: 31 jan. 2026.

MALAVOLTA, E. ABC da adubação. São Paulo: Editora Agronômica Ceres Ltda., 1979. 256 p.

PIZOL, J.V. Zinco na soja. Blog Nutrição de safras. Disponível em: https://nutricaodesafras.com.br/zinco-na-soja. Acesso em: 31 jan. 2026.

NASCIMENTO, P.V.C. Et al. (2023). Nitrato de potássio via foliar e condições edafoclimáticas na produtividade de cultivares de soja. Revista Observatorio De La Economia Latinoamericana, v.21, n.7, p. 6948-6965. 2023. Disponível em: https://ojs.observatoriolatinoamericano.com/ojs/index.php/olel/article/view/944/607. Acesso em: 31 jan. 2026.

OTTO, R. Adubação foliar. Piracicaba, 2025. Apresentação em slides. 76 slides. Universidade de São Paulo.

VITTI, G. C. Fertilizantes com micronutrientes: obtenção, características e manejo da adubação. Piracicaba, 2025. Apresentação em slides. 214 slides. Universidade de São Paulo.

VITTI, G.C. Nutrição e adubação de soja e milho em sucessão. Assis, SP, 31 jul. 2021. Apresentação em slides. 254 slides.

Sobre o autor:

Alexandre Silva

Alexandre Augusto da Silva

Mestrando em Fitotecnia (ESALQ/USP)

  • Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP)
  • alexandre_silva@usp.br
  • Perfil do Linkedin

Como citar este artigo:

SILVA, A.A. Adubação foliar em soja: quais nutrientes fornecer e em que momento? Blog Agroadvance. Publicado em: 13 Fev. 2026. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-adubacao-foliar-em-soja/. Data de acesso: 13 fev. 2026.

PESQUISAR

COMPARTILHAR

Mais Lidos Da Semana

Adubação foliar em soja: quais nutrientes fornecer e em que momento?
Leia mais »
Sabotadores mentais: quais são, como identificar e como controlar os 10 principais inimigos do seu desempenho
Leia mais »
Enchimento de Grãos da Soja (R5–R6): Fisiologia, Nutrição e Manejo
Leia mais »

Categorias

  • Agricultura 5.0
  • Agronegócio
  • Algodão
  • Bioinsumos
  • Café
  • Cana-de-açúcar
  • Feijão
  • Fertilidade do Solo
  • Fisiologia vegetal
  • Fitossanitários
  • Gestão Agrícola
  • Gestão Comercial
  • Inteligência Artificial
  • Máquinas Agrícolas
  • Marketing e Vendas
  • Milho
  • Mulheres no Agro
  • Notícias
  • Nutrição de plantas
  • Pecuária
  • Soja
  • Solos
  • Sorgo
  • Sustentabilidade
  • Trigo
VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR:
sabotadores mentais
Gestão Agrícola
Sabotadores mentais: quais são, como identificar e como controlar os 10 principais inimigos do seu desempenho

Entenda o que são sabotadores mentais, como identificá-los no dia a dia e quais estratégias práticas ajudam controlar os 10 principais padrões que limitam

Leia mais »
Amanda de Lima Mathias 11/02/2026
Enchimento de grãos da soja
Soja
Enchimento de Grãos da Soja (R5–R6): Fisiologia, Nutrição e Manejo

O que realmente define o peso do grão da soja em R5? Entenda a fisiologia do enchimento de grãos da soja, o papel da

Leia mais »
Alasse Oliveira da Silva 09/02/2026
café jacu
Café
Café Jacu: conheça o café mais caro do Brasil e como ele é produzido

Conheça o café Jacu, um dos mais raros e exclusivos do Brasil, pode chegar a mais de R$ 90 mil a saca de 60

Leia mais »
João Paulo Marim Sebim 06/02/2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agroadvance, Escola de Negócios Agro que conecta o campo à cidade, amplificando os resultados do agronegócio no Brasil e destacando a cultura e o valor do setor

Instagram Linkedin Youtube

Entre em Contato

  • Fale Conosco
  • WhatsApp
  • E-mail
  • Avenida Cezira Giovanoni Moretti, Nº 905, Térreo, Sala 01 - Santa Rosa - Piracicaba/sp - CEP: 13414-157
Links
  • Programa de Indicação
  • Política de Proteção de Dados
  • Política de Privacidade
  • Política de Uso de Cookies
  • Termos de Uso
  • Programa de Indicação
  • Política de Proteção de Dados
  • Política de Privacidade
  • Política de Uso de Cookies
  • Termos de Uso

©2026 Todos Os Direitos Reservados.