O milho transgênico é uma das principais inovações da biotecnologia agrícola adotadas no Brasil nas últimas décadas. Os avanços tecnológicos em melhoramento genético permitiram obter plantas geneticamente modificadas destacando-se as que são resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas.
Dentre esses avanços, destaca-se o desenvolvimento da engenharia genética e a consequente descoberta da tecnologia do DNA recombinante que permitiram transferir características de interesse agronômico entre espécies distintas.
Esta técnica possibilita alterar diretamente o genoma de um determinado organismo, obtendo um transgênico que também é denominado Organismo Geneticamente Modificado (OGM), ou seja, é um organismo que recebeu um gene de outro organismo doador.
O avanço das tecnologias de modificação genética permite aos agricultores acesso a variedades que oferecem maior resistência a pragas, doenças e condições climáticas adversas, além de potencializar a eficiência no uso de recursos. Este cenário de inovação contínua gera expectativas sobre as próximas gerações de OGMs, que prometem ainda mais benefícios e avanços tecnológicos.
À medida que a taxa de adoção de culturas geneticamente modificadas aumenta, a questão de como elas podem coexistir com milho não transgênico tem gerado discussões globais. Vários estudos revisados confirmam que as plantas geneticamente modificadas não apresentam riscos à saúde e são nutricionalmente equivalentes e tão seguras quanto as plantas convencionais, ou seja, plantas não transgênicas.
Considerando esse panorama, este artigo tem como objetivo explorar as tecnologias atuais aplicadas ao milho transgênico no Brasil e o que podemos esperar do futuro dessas inovações na agricultura brasileira.
O que é milho transgênico?
O milho transgênico é resultado de um tipo de melhoramento genético no qual se introduzem genes de outras espécies na planta, com o objetivo de conferir características específicas, como resistência a pragas ou tolerância a herbicidas.
De forma geral, existem duas maneiras de fazer melhoramento genético de plantas: o convencional e o transgênico.
No melhoramento convencional, selecionam-se plantas com características desejáveis – como por exemplo maior produtividade ou resistência a doenças – e essas plantas são cruzadas ao longo de várias gerações até obter plantas com as características desejadas.
Esse processo depende da reprodução natural, é demorado, pouco eficiente e limitado à variabilidade genética existente dentro da própria espécie.
Já o milho transgênico, por outro lado, é desenvolvido com o uso da biotecnologia verde, permitindo que genes de outras espécies (como bactérias) sejam utilizados, acelerando o processo de desenvolvimento de novas cultivares com características específicas que não seriam obtidas apenas pelo melhoramento convencional, obtendo-se assim OGMs (Figura 1).]

Os OGMs, portanto, são organismos cujo material genético foi alterado de uma forma que não ocorre naturalmente por reprodução.
No caso do milho transgênico, o desenvolvimento geralmente envolve a inserção de genes de outras espécies que conferem vantagens ao milho, como resistência a pragas, tolerância a herbicidas ou maior produtividade. Por exemplo, o milho Bt que expressa proteínas inseticidas e híbridos tolerantes a glifosato e 2,4-D.
A obtenção do milho transgênico inclui várias etapas, como a identificação do gene desejado, sua inserção no DNA do milho usando técnicas como a transformação por Agrobacterium ou biobalística, e a seleção das plantas que apresentam as características desejadas. Posteriormente, essas plantas passam por testes de segurança e eficácia antes de serem liberadas para cultivo comercial.
Nesse sentido, ferramentas da biologia molecular e da engenharia genética têm permitido manipular e desenvolver novos genótipos como alternativa para uma agricultura sustentável e segura.
Panorama de uso do milho transgênico no Brasil
O milho modificado geneticamente foi introduzido no país principalmente com a finalidade de melhorar a resistência a insetos-praga, aumentar a produtividade e reduzir o uso de inseticidas.
Com relação ao histórico de milho transgênico no país, temos que na década de 2000 houve a introdução oficial deste milho. O Brasil foi um dos primeiros países da América Latina a adotar o milho transgênico, sendo que em 2003 houve a liberação comercial do milho Bt, o qual possui genes da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), desenvolvido para ser resistente a uma praga primária desta cultura. Já na safra 20II/12 (safra e safrinha), o produtor já dispunha de 130 híbridos Bt com cinco alternativas diferentes do evento transgênico.
O Brasil se consolida como o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A área total plantada de milho no Brasil em 2024 foi estimada em cerca de 22,3 milhões de hectares. Desses, aproximadamente 90 a 95% correspondem a variedades transgênicas, conforme dados da Embrapa e análises de mercado (Figura 2).

Além da resistência a insetos-praga, temos também milho com tolerância a herbicidas que tem como finalidade facilitar o manejo de plantas daninhas e melhorar a produtividade.
Entre 2006 e 2020, conforme a CTNBio, foram aprovadas 106 das 108 plantas geneticamente modificadas autorizadas para cultivo no Brasil, sendo as principais delas soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, feijão e outras variedades de interesse agrícola.
Dentro deste contexto o aumento da adoção do milho transgênico ao longo dos anos é incentivado por benefícios tais como maior resistência a pragas, maior produtividade e redução do uso de defensivos agrícolas. Porém, uma das questões que mais preocupam os consumidores brasileiros é a segurança dos produtos geneticamente modificados.
Nesse sentido, é importante ressaltar que, em 20 anos de uso em todo o mundo, pessoas de cerca de 50 países têm consumido alimentos transgênicos em larga escala, sem registro de impactos negativos ao meio ambiente ou à saúde humana e animal. Antes de chegar ao consumidor, todo OGM é analisado por meio de rigorosos testes de laboratório e de campo.
Principais tecnologias OGM disponíveis nos híbridos de milho
As tecnologias desenvolvidas para OGMs de milho envolvem milho Bt, tolerância a herbicidas e os eventos combinados. Estes representam avanços importantes na agricultura, ajudando os agricultores a adquirir melhores resultados e a manejar suas lavouras de forma mais eficiente.
Entre os tipos de milho transgênico mais comuns presentes nos híbridos temos: resistência a insetos, tolerância a herbicidas, resistência a doenças e estresses ambientais.
Desta forma, essas tecnologias possibilitam reduzir a necessidade de uso de inseticidas; facilitar o controle de plantas daninhas sem prejudicar a cultura e aumentar a resistência do milho a doenças, seca e outros fatores ambientais adversos, garantindo uma safra mais segura e estável.
O milho geneticamente modificado tem que ser aprovado no Brasil pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e somente após aprovação podem ser comercializados.
Várias plantas geneticamente modificadas foram aprovadas e liberadas para plantio em escala comercial e atualmente temos aprovados soja, algodão, feijão, eucalipto, cana-de-açúcar e milho.
No caso do milho são 63 eventos aprovados, destes 12 são para resistência a insetos, 12 para tolerância a herbicidas, 36 são eventos combinando resistência a insetos e tolerância a herbicidas e 3 foram desenvolvidos para outras finalidades.
As características de tolerância a herbicidas presentes em variedades comerciais de milho transgênico aprovadas para o mercado brasileiro conferem às plantas tolerância ao glifosato, glufosinato de amônio, 2,4-D, dicamba e a combinações desses princípios ativos (Tabela 1). Atualmente, apenas híbridos tolerantes ao glifosato e ao glufosinato de amônio têm sido utilizados em híbridos comerciais.
Tabela 1. Eventos geneticamente modificados de característica única aprovados para uso comercial no Brasil
| Evento | Nome Comercial | Proteína | Função | Ano |
| MON-ØØ6Ø3-6 | Roundup ReadyTM 2 | CP4 EPSPS | Tolerância ao Glifosato | 2008 |
| MON-ØØØ21-9 | GA21® | mEPSPS | Tolerância ao Glifosato | 2008 |
| ACS-ZMØØ3-2 | Liberty Link® | PAT | Tolerância ao Glufosinato de Amônio | 2007 |
| DAS-Ø15Ø7-1 | Herculex® | Cry1Fa2; PAT | Tolerância ao Glufosinato de Amônio e Resistência a insetos | 2008 |
| MON-89Ø34-3 | YieldGard VT Pro® | Cry2Ab2; Cry1A.105 | Resistência a insetos | 2009 |
| SYN-IR162-4 | Agrisure VipteraTM | VIP3Aa20 | Resistência a insetos | 2009 |
| MON-88Ø17-3 | YieldGard VT Rootworm® RR2 | CP4 EPSPS; Cry3Bb1 | Tolerância ao Glifosato e Resistência a insetos | 2010 |
| MON-ØØ81Ø-6 | YieldGard® | Cry1Ab; CP4 EPSPS | Tolerância ao Glifosato e Resistência a insetos | 2007 |
| SYN-BTØ11-1 | Agrisure® | Cry1Ab; PAT | Tolerância ao Glufosinato de Amônio e Resistência a insetos | 2007 |
| DAS-4Ø278-9 | Enlist® Corn | AAD-1 | 2,4-D Tolerance | 2015 |
| MON-87411-9 | n/a | Cry3Bb1, dvsnf7*, CP4 EPSPS | Tolerância ao glifosato e Resistência a insetos | 2016 |
| MON 95379 | n/a | Cry1Da_7, Cry1B.868 | Resistência a insetos | 2020 |
Os eventos biotecnológicos do milho podem estar presentes individualmente (como mostrado na Tabela 1) ou empilhados (Tabela 2), como no caso do PowerCore™ Ultra, que combina Herculex®, YieldGard VT Pro®, Roundup Ready™ 2 e Viptera™. O VT PRO3® é uma combinação de YieldGard VT Pro® com Roundup Ready™ 2. Já o Leptra® combina Viptera™, YieldGard® e Herculex®.
Tabela 2. Descrição das características transgênicas empilhadas utilizadas comercialmente no Brasil
| Nome Comercial | Evento | Função | Proteína | Ano |
| PowerCoreTM | MON-89Ø34-3 × DAS Ø15Ø7-1 × MON ØØ6Ø3-6 | TH e RI | Cry1A105, Cry2Ab2, Cry1F, PAT, e CP4 EPSPS | 2010 |
| PowerCoreTM Ultra | MON-89Ø34-3 × DAS Ø15Ø7-1 × MON ØØ6Ø3-6 × SYN IR162-4 | TH e RI | Cry1A105, Cry2Ab2, Cry1F, PAT, CP4 EPSPS, e Vip3Aa20 | 2017 |
| VT PRO3® | MON-89Ø34-3 × MON 88Ø17-3 | TH e RI | Cry1A.105, Cry2Ab2, Cry3Bb1, e CP4 EPSPS | 2011 |
| VT PRO2® | MON-8746Ø-4 × MON ØØ6Ø3-6 | TH e RI | Cry1A.105, Cry2Ab2, and CP4 EPSPS | 2010 |
| Leptra® | DAS-Ø15Ø7-1 × MON-ØØ81Ø-6 × SYN-IR162-4 × MON ØØ6Ø3-6 | TH e RI | Cry1F, Cry1Ab, PAT, VIP3Aa20, e CP4 EPSPS | 2015 |
| VIP3® | SYN-IR162-4 × SYN BTØ11-1 × MON ØØØ21-9 | TH e RI | VIP3Aa20, Cry1Ab, PAT, and mEPSPS | 2010 |
Fonte: Schuster et al. (2021).
Milho Bt
Culturas transgênicas que expressam proteínas de Bacillus thuringiensis (Bt) são utilizadas no manejo de insetos-praga em todo o mundo desde que foram comercializadas pela primeira vez em 1996.
Estas necessitam de menos aplicações de inseticidas, reduzem custos de produção, proporcionam especificidade contra as pragas-alvo, além de promoverem a conservação dos inimigos naturais e não causarem danos ao meio ambiente e saúde humana quando comparada aos produtos químicos.
O mecanismo de toxicidade inicia quando a larva de inseto ingere plantas transgênicas que expressam proteínas Bt. As toxinas se ligam aos receptores localizados nas microvilosidades do epitélio intestinal, destruindo o trato digestivo das larvas e ocasionando a morte (Figura 3).

Esta bactéria é caracterizada pela produção de cristais proteicos durante a esporulação, conhecido como proteína Cry e também outras proteínas com atividade inseticida, entre elas, a proteína inseticida vegetativa denominada VIP.
Atualmente as proteínas VIPs têm sido utilizadas em plantas transgênicas, combinadas as proteínas Cry, com o intuito de ampliar o número de pragas controladas e também para prolongar o uso da tecnologia Bt.
Resistência a herbicidas
Um dos principais fatores que contribuem para o insucesso dos cultivos agrícolas é a ocorrência de plantas daninhas. Assim, as plantas que apresentam tolerância a herbicidas são resistentes a determinados herbicidas, facilitando o controle destas plantas daninhas.
Portanto, permite aos agricultores aplicarem herbicidas de forma mais eficiente, eliminando as plantas invasoras sem prejudicar a cultura principal.
Essa inovação facilita o controle de plantas invasoras, reduzindo a necessidade de técnicas manuais ou de uso excessivo de outros herbicidas, o que também contribui para uma agricultura mais sustentável, promovendo uma produção mais eficiente e competitiva no mercado.
No Brasil na década de 2000, foram lançadas sementes de milho com a biotecnologia ROUNDUP READY®, com tolerância ao herbicida glifosato, o ingrediente ativo do produto Roundup.
Eventos combinados
Após desenvolverem as plantas resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas os pesquisadores verificaram a possibilidade de combinar as duas tecnologias em uma única planta, obtendo dessa forma os eventos combinados.
Por conseguinte, esses eventos combinados oferecem benefícios duplos, resistência a pragas e tolerância a herbicidas, proporcionando maior flexibilidade e segurança na gestão da lavoura.
Dentre os eventos combinados disponíveis para comercialização podemos citar:
- MON 810 (Bt) + Roundup Ready (RR): Um evento que confere resistência à lagarta-do-cartucho e tolerância ao glifosato.
- TC1507 (Bt) + Herculex I: Outro evento que proporciona controle de pragas e tolerância a herbicidas.
- Agrisure (Bt) + Viptera: Oferece proteção contra pragas e tolerância a herbicidas.
Benefícios ao produtor rural da utilização do milho transgênico
Plantas geneticamente modificadas que expressam genes com atividade inseticida representam uma alternativa para o controle de insetos, bem como as que apresentam tolerância a herbicidas.
Dessa forma, os benefícios do uso dos diferentes tipos de milho transgênico para o produtor rural são bastante significativos e podem fazer uma grande diferença na sua produção.
A comercialização destas culturas aumentou a produção de alimentos, melhorou a qualidade das colheitas, além de reduzir problemas relacionados ao uso excessivo de produtos químicos.
Dentre estes problemas podemos citar a poluição ambiental, redução da população de organismos benéficos, seleção de populações de pragas resistentes aos inseticidas convencionais e aumento dos efeitos a saúde humana, como câncer e vários distúrbios no sistema imunológico.
Também, promoveu mudanças nos métodos de produção agrícola e tornou-se uma nova estratégia de produção importante para lidar com pragas de insetos e ervas daninhas, reduzindo a área cultivada.
Assim sendo, a utilização do milho transgênico tem proporcionado benefícios ao produtor rural brasileiro, consolidando-se como uma das principais tecnologias agrícolas adotadas no país.
Desafios e limitações das tecnologias atuais
Embora as tecnologias de milho transgênico tenham trazido muitos benefícios para a agricultura, elas também enfrentam alguns desafios e limitações importantes que precisam ser considerados para garantir uma produção sustentável e segura.
Um dos principais desafios é a evolução da resistência de pragas às plantas transgênicas. A crescente liberação dos cultivos de plantas transgênicas expressando proteínas de B. thuringiensis permitiu a evolução da resistência de insetos.
Assim, tornou-se conveniente a obtenção de plantas transgênicas com empilhamento múltiplo de genes visando o manejo de possível seleção de insetos-praga resistentes.
O mesmo ocorreu com o milho transgênico tolerante a herbicidas devido ao uso prolongado e sem estratégias de manejo integrado. Para manter a eficácia desta tecnologia, é essencial que o produtor use estratégias distintas, use rotatividade de princípios ativos e adote práticas de manejo integrado. Caso contrário, os custos e as perdas por plantas daninhas resistentes podem afetar os ganhos obtidos com a biotecnologia.
Outro desafio importante é que apesar dos benefícios como aumento da produtividade, resistência a pragas e herbicidas e valor nutricional, os transgênicos também geram diversas críticas e preocupações que precisam ser consideradas.
A liberação para plantio e comercialização destes organismos modificados e resistentes a diversas pressões ambientais levantaram o debate sobre a biossegurança destes ao meio ambiente, saúde humana e animal.
Apesar de estudos científicos indicarem que esses alimentos são seguros para consumo e que os impactos ambientais podem ser minimizados com boas práticas agrícolas, há uma parcela da sociedade que ainda tem dúvidas ou receios, o que pode dificultar a adoção dessas tecnologias de forma mais ampla.
Além desses, temos também os desafios regulatórios e de aceitação social relacionados as tecnologias de edição genética, como o CRISPR, que ainda estão em desenvolvimento. A regulamentação varia de país para país, o que pode limitar a pesquisa e a comercialização de novas variedades de milho transgênico.
O que esperar das novas gerações de milho OGM
A pesquisa e desenvolvimento de novas variedades transgênicas no Brasil estão em constante evolução, sendo desenvolvidas por instituições públicas e empresas privadas as quais investem em biotecnologia agrícola para criar culturas ainda mais adaptadas às condições brasileiras.
Essas pesquisas são essenciais, dados os desafios apresentados pelas mudanças climáticas e pelo crescimento populacional mundial. Aumentar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental das práticas agrícolas é um dos principais objetivos da agricultura transgênica.
Dessa forma, as novas gerações de milho geneticamente modificados prometem avanços bastante interessantes e promissores para a agricultura, trazendo melhorias tanto na produtividade quanto na sustentabilidade. Dentre estas possíveis melhorias podemos citar:
- Apresentar uma resistência ainda mais eficaz contra uma variedade maior de insetos;
- Resistência a condições adversas, como seca, salinidade e temperaturas extremas, possibilitando uma produção mais estável mesmo em regiões com clima desafiador;
- Aproveitar melhor os nutrientes do solo, reduzindo a necessidade de fertilizantes e minimizando impactos ambientais;
- Milho com maior valor nutricional, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada;
- Uso de técnicas como o CRISPR, assim as futuras gerações de milho poderão ter modificações mais específicas e seguras, acelerando o desenvolvimento de variedades com características desejadas e minimizando efeitos indesejados.
Com o avanço da biotecnologia, será possível desenvolver variedades específicas para diferentes regiões, levando em conta o clima, o solo e as pragas locais, otimizando a produção.
Conclusão
Essas inovações tecnológicas têm contribuído para aumentar a produtividade, reduzir custos e promover uma agricultura mais sustentável.
Devido à crescente demanda por alimentos, as plantas geneticamente modificadas ainda é uma ferramenta necessária que permite produzir mais com menor impacto ambiental.
Portanto, a disponibilidade de diferentes eventos combinados permite que os agricultores escolham as opções que melhor atendem às suas necessidades, promovendo uma produção mais eficiente e responsável.
Assim sendo, é muito importante que os pesquisadores recebam apoio possibilitando que o Brasil possa investir cada vez mais nessa área.
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Referências
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DEVINE, G.J.; FURLONG, M.J. Insecticide use: contexts and ecological consequences. Agriculture and Human Values, v. 24, p. 281-306, 2007.
ESCASURA, J.C. Global Approaches to GM and Non-GM Crop Coexistence. ISSA Inc. 2025. Disponível em: https://www.isaaa.org/blog/entry/default.asp?BlogDate=4/10/2025. Acesso: 15 Jun 2025.
EMBRAPA. GMOs: breaking barriers to benefit Brazilian agriculture. Disponível em: https://www.embrapa.br/en/tema-transgenicos/sobre-o-tema. Acesso em: 08 Jun 2025.
LEITE, N.A.; MENDES, S.M.; WAQUIL, J. M.; PEREIRA, E.J.P. O Milho Bt no Brasil: a Situação e a Evolução da Resistência de Insetos. Embrapa Milho e Sorgo Sete Lagoas. 2011.
SCHUSTER, I.; RODRIGUES, R. A. O.; LINARES, E. Genetically modified corn in Brazil: historical, results and perspectives. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, v. 21, e1238, 2022. DOI: 10.18512/rbms2022vol21e1238
Sobre a autora:

Ana Rita Nunes Lemes
Pesquisadora
- Mestra e Doutora em Genética e Melhoramento de Plantas (UNESP/Jaboticabal)
- Engenheira Agrônoma (UNESP/Jaboticabal)
Como citar este artigo:
LEMES, A.R.N. Milho transgênico no Brasil: tecnologias atuais e o que esperar das próximas gerações de OGM. Blog Agroadvance. 2025. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-milho-transgenico-no-brasil/. Data de acesso: xx Xxx 20xx.




Uma resposta
Sou estudante do
agronegócio
E amei este assunto muito importante para nós,que estamos buscando conhecimento nesta área do agronegócio.