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Colheita da cana-de-açúcar: estratégias técnicas para maximizar produtividade e qualidade

Como estratégias de colheita da cana-de-açúcar bem estruturadas podem melhorar o aproveitamento dos recursos, reduzir perdas no campo e maximizar o rendimento.
  • Publicado em 29/10/2025
  • Josiane Ap. V. de Oliveira
  • Cana-de-açúcar
  • Publicado em 29/10/2025
  • Josiane Ap. V. de Oliveira
  • Cana-de-açúcar
  • Atualizado em 28/10/2025
Colheita da cana-de-açúcar
Sumário

A colheita da cana-de-açúcar é uma das etapas mais importantes do sistema produtivo. É nesse momento que se define a qualidade da matéria-prima entregue à indústria. Um planejamento inadequado pode gerar perdas de até 15% da produção, impactando diretamente a rentabilidade do setor.

O ideal é colher a cana no ponto máximo de maturação, quando o teor de sacarose está elevado e as impurezas são mínimas. No entanto, fatores climáticos, limitações logísticas e disponibilidade de máquinas muitas vezes obrigam o produtor a antecipar ou atrasar o corte (VASANTHA et al., 2022).

A mecanização trouxe ganhos em escala e eficiência. Mas também trouxe desafios, como maior presença de palhada, compactação do solo e necessidade de monitoramento constante das perdas.

 Por isso, a colheita deve ser planejada de forma estratégica. É preciso definir a época certa, organizar o escalonamento da safra e integrar as operações de campo ao processamento industrial (Figura 1). Do contrário, a cana perde qualidade no campo ou chega à usina sem condições ideais de aproveitamento.

fatores que influenciam a eficiência da colheita da cana-de-açúcar
Figura 1. Principais fatores que influenciam a eficiência da colheita de cana-de-açúcar. Fonte: Própria autora.

Como planejar o calendário de colheita da cana-de-açúcar

A definição do calendário de colheita, é fundamental para sincronizar o ponto de maturação da cana-de-açúcar com a capacidade operacional da usina.

Essa prática assegura maior teor de sacarose, eficiência na moagem e regularidade no fornecimento de matéria-prima. Além disso, permite otimizar recursos logísticos e minimizar perdas decorrentes de colheitas fora do período ideal, contribuindo para o melhor desempenho agrícola e industrial da safra (PATIL et al., 2024).

Outro aspecto fundamental do planejamento da safra (Figura 2) é a escolha da variedade, que deve considerar a adaptação das cultivares às condições edafoclimáticas da área de cultivo, bem como seu potencial produtivo e teor de sacarose.

A utilização de variedades com diferentes ciclos de maturação favorece o escalonamento da colheita e o fornecimento contínuo de matéria-prima de qualidade, além de reduzir riscos fitossanitários e promover maior estabilidade produtiva ao sistema canavieiro (Silva et al., 2017).

A avaliação das condições climáticas e do solo também é determinante no planejamento da colheita, pois o conhecimento de regime pluviométrico e das características de drenagem do solo evita operações sob alta umidade, que podem prejudicar o desempenho das máquinas e a qualidade da matéria-prima.

O uso de estratégias de escalonamento e ferramentas de monitoramento climático contribui para reduzir riscos e manter a eficiência do processo de colheita (NUNES, 2021).

planejamento de safra
Figura 2: Planejamento de Safra. Fonte: Agroadvance.

Critérios para definição do ponto ideal de colheita da cana-de-açúcar

A definição do ponto ótimo de maturação depende do equilíbrio entre o acúmulo máximo de sacarose nos colmos e a preservação da qualidade tecnológica da matéria-prima, evitando perdas por degradação ou brotação.

Durante a maturação, ocorrem transformações fisiológicas e bioquímicas que reduzem a umidade dos colmos e favorecem o acúmulo de açúcares solúveis, principalmente sacarose. O ponto ideal de colheita é atingido quando a concentração de sacarose se estabiliza e os açúcares redutores, como glicose e frutose, atingem níveis mínimos, garantindo melhor rendimento industrial (GARCÍA et al., 2007).

Entre os principais indicadores de maturação estão:

  • Brix
  • Pol
  • Pureza do caldo

O Brix expressa o teor total de sólidos solúveis, enquanto o Pol representa a porcentagem de sacarose aparente.

A pureza, obtida pela relação entre Pol e Brix, indica a proporção real de açúcares fermentáveis, sendo valores acima de 85% indicativos de maturação adequada para o corte.

Na prática, o refratômetro portátil é uma ferramenta eficiente para avaliar o estágio de maturação diretamente no campo. Ele mede o Brix do caldo extraído do colmo e permite acompanhar a evolução da maturação entre diferentes talhões. Esse monitoramento orienta a ordem de colheita e o planejamento da entrega da matéria-prima à usina (SILVA, 2019).

Além do uso do refratômetro, análises laboratoriais periódicas do caldo e a observação dos estádios fenológicos da cultura complementam a avaliação. Essa combinação de métodos aumenta a precisão na determinação do ponto ótimo de colheita e reduz o risco de cortes antecipados ou tardios.

A escolha correta do momento de colheita evita a isoporização dos colmos, perdas de sacarose por inversão enzimática, reduz impurezas vegetais e minerais e melhora a eficiência industrial de extração.

Assim, o manejo técnico da maturação, aliado ao monitoramento contínuo e ao planejamento escalonado, garante maior produtividade e qualidade tecnológica da cana-de-açúcar.

Uso de maturadores químicos para colheita da cana-de-açúcar

Os maturadores químicos são substâncias aplicadas na fase final do ciclo da cana-de-açúcar com o objetivo de antecipar ou uniformizar a maturação, promovendo o acúmulo de sacarose nos colmos e melhorando a qualidade tecnológica da matéria-prima. Seu uso é uma prática consolidada no manejo da colheita, principalmente em regiões onde há variação no ritmo de maturação entre talhões.

Entre os principais produtos utilizados destacam-se os inibidores de crescimento, como o etefon, glyphosate e trinexapac-ethyl. Esses compostos reduzem a atividade meristemática e limitam o alongamento celular, redirecionando o fluxo de assimilados para a síntese e o acúmulo de açúcares (SILVA et al., 2025).

O etefon libera etileno, hormônio que acelera a senescência e favorece a concentração de sacarose, enquanto o glyphosate e o trinexapac-ethyl atuam bloqueando vias metabólicas ligadas ao crescimento.

Os benefícios do uso de maturadores incluem aumento do teor de sacarose, melhor uniformidade de maturação e maior eficiência industrial devido à elevação do rendimento de açúcar por tonelada de cana. Além disso, permitem planejar a colheita de forma escalonada, otimizando o aproveitamento da capacidade de moagem da usina (SILVA et al., 2025).

Entretanto, o uso inadequado pode causar fitotoxicidade, redução do rebrote e diminuição da longevidade do canavial. Por isso, é fundamental respeitar a dose recomendada, o momento ideal de aplicação (geralmente de 30 a 45 dias antes da colheita) e as condições ambientais favoráveis, como temperatura amena e ausência de chuvas após a pulverização (ALMEIDA, 2019).

O manejo criterioso dos maturadores, aliado à avaliação prévia do estágio de desenvolvimento da cultura e às análises de qualidade tecnológica, garante respostas consistentes, com maior teor de sacarose e estabilidade produtiva sem comprometer o vigor das soqueiras (Kumar et al., 2023).

A época para aplicação de maturadores na cana depende da variedade, estádio fisiológico e condições climáticas (Tabela 1).

Tabela 1. Momento ideal de aplicar maturadores na região Centro-Sul do Brasil

SituaçãoMomento de uso recomendadoJustificativa agronômica
Início da safra (abr–jun)Quando o canavial ainda está com crescimento vegetativo ativo, mas precisa ser colhido cedoAntecipar o acúmulo de sacarose e reduzir a umidade dos colmos
Meia safra (jul–ago)Em variedades com maturação lenta ou desuniformeUniformizar °Brix e teor de sacarose entre talhões
Final da safra (set–out)Em canas com rebrota ativa por chuvas antecipadasParalisar crescimento vegetativo e manter teor de sacarose alto

Além disso, estudos (como Caputo et al., 2008; Leite et al., 2010; Castro & Kluge, 2011) mostram que a eficácia do maturador depende muito das condições fisiológicas e climáticas:

  • Temperatura média entre 20 °C e 28 °C é a ideal; abaixo disso, reduz resposta; acima de 32 °C, aumenta risco de fitotoxicidade.
  • Umidade moderada: não aplicar em cana estressada por seca extrema ou déficit hídrico severo.
  • Cana fisiologicamente madura: deve ter pelo menos 8–10 meses de idade, dependendo da variedade
  • Evitar chuva por 6 h após aplicação, para garantir absorção foliar.
  • Aplicar entre 30 e 60 dias antes da colheita, conforme o produto.

Tipos de colheita da cana-de-açúcar

ilustração da colheita mecanizada da cana-de-açúcar

A colheita da cana-de-açúcar no Brasil é majoritariamente mecanizada, resultado da legislação que determinou a eliminação gradativa da queima dos canaviais, instituída no estado de São Paulo pela Lei Estadual nº 11.241, de 2002.

Atualmente, quase todas as áreas canavieiras do país utilizam sistemas mecanizados de colheita. Entretanto, em algumas regiões do Nordeste, a colheita manual ainda é uma prática relevante, em função de características locais de relevo, estrutura fundiária e condições operacionais. Nessas áreas, a colheita é realizada sem a queima prévia da palha, sendo denominada colheita de cana crua.

O ajuste da altura de corte, a calibração dos componentes da colhedora e o tráfego controlado são práticas essenciais para otimizar o desempenho e preservar o solo. Além disso, a colheita mecanizada representa avanço ambiental, pois mantém a palhada, reduz emissões e melhora a conservação da umidade e da matéria orgânica.

Colheita manual e mecanizada da cana-de-açúcar
Figura 3. Comparativo entre os sistemas de colheita manual e mecanizada da cana-de-açúcar.

Principais perdas na colheita da cana e como evitá-las

A gestão de perdas na colheita da cana-de-açúcar é essencial para maximizar a eficiência produtiva e reduzir desperdícios. As perdas podem ser:

  • visíveis, como colmos inteiros ou em partes, colmos quebrados, ponteiros e palhas deixados no campo, que não entram no fluxograma da indústria; ou
  • invisíveis, associadas à degradação de sacarose por danos mecânicos e exposição ao calor, perdas por armazenamento/fermentação, não diretamente “visíveis” no campo.

As principais perdas que comprometem tanto a qualidade da matéria-prima quanto o rendimento industrial, incluem:

  • ajustes incorretos da colhedora,
  • velocidade excessiva de colheita,
  • desgaste de facas e rolos alimentadores,
  • além de terrenos irregulares que dificultam a operação (EMBRAPA, 2022).

E como minimizar os impactos? De acordo com Nunes (2021), recomenda-se:

  • calibração periódica dos sistemas de corte e limpeza,
  • tráfego controlado para garantir uniformidade, além do
  • treinamento dos operadores visando à condução técnica e à rápida correção de falhas.
  • O monitoramento em campo permite identificar perdas e ajustar a operação em tempo real

Como medir as perdas na colheita da cana (metodologia de campo)?

As perdas visíveis da colheita da cana-de-açúcar no campo podem ser avaliadas utilizando unidades amostrais de 20 m² e cálculo de perda por hectare, conforme metodologia adaptada de Silva et al. (2014) e Simões et al. (2019).

As unidades amostrais de 20 m² (10 m × 2 m) devem ser posicionadas sobre duas linhas centrais da área colhida. Serão realizadas cinco a oito repetições por talhão, distribuídas a cada 50 m no sentido do avanço da colhedora, desconsiderando-se 40 m de bordadura.

Em cada unidade, o avaliador mapeará e referenciará os pontos amostrados, recolherá todo o material de perda visível (tocos, rebolos, pedaços soltos e fixos, lascas e canas inteiras) e registrará a massa fresca de cada fração.

Os valores obtidos serão convertidos para toneladas por hectare segundo a equação:

A perda total será calculada pela soma das frações, e a perda relativa (%) será determinada em relação à produtividade média do talhão.

Os dados serão analisados para estimar a variação entre condições operacionais (velocidade, regulagem e cultivar), considerando como faixa aceitável de perda valores inferiores a 3–4 t ha⁻¹ (aproximadamente 2–4% da produtividade).

FAQ da colheita da cana-de-açúcar

Qual é a época da colheita da cana?

A época de colheita da cana-de-açúcar no Brasil varia conforme a região, o regime climático e o ciclo da variedade cultivada, mas de forma geral ocorre entre abril e dezembro, coincidindo com o período mais seco do ano, condição ideal para maior concentração de sacarose.

A safra é dividida em três períodos principais:

  • Início de safra (março a abril): predominam as variedades precoces, com alta taxa de maturação logo após o período chuvoso. Nessa fase, o teor de sacarose ainda está em elevação, mas a colheita é necessária para o início do processamento industrial.
  • Meio de safra (julho a setembro): é o período de pico de colheita, com maior estabilidade de maturação e produtividade. As condições climáticas são mais secas, favorecendo o acúmulo de açúcares e reduzindo as impurezas na cana colhida.
  • Final de safra (outubro a dezembro): colhem-se as variedades tardias, mais resistentes à seca e capazes de manter teor de sacarose elevado mesmo após longos períodos sem chuva. Nessa fase, há maior risco de redução da pureza do caldo devido ao rebrote e ao início das chuvas de verão.

De modo geral, o Centro-Sul (São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná) concentra cerca de 90% da produção nacional e realiza a colheita entre abril e novembro, enquanto o Nordeste (Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia) colhe predominantemente entre setembro e março, refletindo o regime climático distinto da região (CONAB, 2024).

Quanto tempo dura uma safra de cana-de-açúcar?

A cana-de-açúcar apresenta um ciclo produtivo longo, que varia conforme o sistema de cultivo. No sistema de ano, a colheita ocorre cerca de 12 meses após o plantio, enquanto no sistema de ano e meio, esse ciclo pode se estender de 12 a 18 meses, dependendo das condições climáticas e do manejo adotado.

O período de colheita, também conhecido como safra industrial, é mais curto e varia entre as regiões produtoras do país. No Centro-Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, a colheita ocorre entre abril e novembro, coincidindo com o período seco, o que favorece o acúmulo de sacarose e reduz as impurezas da matéria-prima.

Segundo o 2º Levantamento da Safra 2025/26 da Conab, o Nordeste inicia a colheita por volta de agosto e segue até março do ano seguinte, variando conforme o estado (Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte). Isso acontece após o período chuvoso, que normalmente vai de abril a julho (CONAB, 2025).

Como se determina o ponto de colheita da cana-de-açúcar?

O momento ideal para colher a cana-de-açúcar é definido pelo estágio de maturação, quando a planta atinge o máximo acúmulo de sacarose nos colmos e apresenta bom equilíbrio entre produtividade e qualidade. Para identificar esse ponto, são realizadas análises do caldo, avaliando indicadores como °Brix (quantidade de açúcares solúveis), Pol (teor de sacarose) e Pureza, que expressa a proporção de sacarose em relação ao total de açúcares. Em geral, considera-se que a cana está madura quando a pureza supera 85% e os valores de Brix e Pol se mantêm estáveis.

A maturação da cana-de-açúcar é influenciada por fatores climáticos e de manejo, como temperatura, umidade, variedade e época de plantio. Cada tipo de cana (precoce, média ou tardia) apresenta ritmo distinto de maturação, o que permite escalonar a colheita ao longo da safra (MUTTON; ROSSETTO, 2013).

Além dos parâmetros laboratoriais, como Brix, Pol e Pureza, sinais visuais, como cor e textura da palha, ressecamento das folhas e rigidez dos colmos, também indicam o ponto ideal de corte. Atualmente, muitas usinas utilizam sensores e imagens de satélite para monitorar a maturação e planejar a colheita com maior precisão.

Conclusão

A colheita da cana-de-açúcar é determinante para a produtividade e a qualidade industrial. O sucesso desse processo depende do planejamento da safra, da definição do ponto ideal de maturação, do uso correto de maturadores e da integração entre campo e usina.

A mecanização trouxe ganhos de eficiência e sustentabilidade, mas requer manejo criterioso para evitar perdas e danos às soqueiras. Já uma logística bem coordenada garante que a cana chegue à moagem com alto teor de sacarose e mínimo tempo de espera.

Assim, a eficiência da colheita resulta da combinação entre planejamento, tecnologia e manejo técnico, assegurando qualidade da matéria-prima e maior rentabilidade ao sistema produtivo.

—

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Referências

ALMEIDA, A. S. Efeito do maturador químico trinexapac-ethyl em genótipos de cana-de-açúcar (Saccharum spp.). 2019. Dissertação (Mestrado em Agronomia – Agricultura) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Ciências Agronômicas, Botucatu, 2019.

CASTRO, P. R. C.; KLUGE, R. A. (Eds). Fisiologia da cana-de-açúcar e uso de reguladores vegetais. Piracicaba: FEALQ. 2011

CAPUTO, M. M.; SILVA, M. A.; BEAUCLAIR, E. G. F. Uso de maturadores em cana-de-açúcar: fatores que afetam a resposta e implicações fisiológicas. STAB – Açúcar, Álcool e Subprodutos, 26(1), 42–46, 2008.

COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). Calendário agrícola: plantio e colheita das principais culturas do Brasil. Brasília: Conab, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/conab/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/publicacoes/outras-publicacoes/calendario-agricola-plantio-e-colheita. Acesso em: 27 out. 2025.

COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). Acompanhamento da safra brasileira de cana-de-açúcar: segundo levantamento, safra 2025/26. Brasília: Conab, 2025. 48 p. Disponível em: https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-cana-de-acucar/arquivos-boletins/2o-levantamento-safra-2025-26/e-book_boletim-de-safras-cana_2o-lev-2025.pdf. Acesso em: 27 out. 2025.

EMBRAPA. Cana-de-açúcar – perdas em produtividade agrícola. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, 2022. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-imagens/-/midia/1068001/cana-de-acucar—perdas-em-produtividade-agricola. Acesso em: 23 out. 2025.

GARCÍA, J. L.; ACEVEDO, R.; IZAGUIRRE, M.; LÓPEZ, M. Evaluación de pérdidas en la cosecha mecanizada de caña de azúcar (Saccharum spp.) en Venezuela. Revista de la Facultad de Agronomía (LUZ), v. 24, n. 12, p. 623–631, 2007.

Kumar, Ajeet; Meena, Sunita Kumari; Sinha, S. K.; Singh, A. K. Strategies for enhancing sugarcane yields by harnessing the power of ripening and the use of ripeners in sugarcane cultivation. In: Kumar, Navnit; Singh, A. K.; Kamat, D. N.; Kumar, A.; Minnatullah, Md.; Singh, S. N.; Jha, C. K.; Amitabh, A. (Eds.). Sustainable Sugarcane Production and Utilization: Issues and Initiatives. Pusa, Bihar: Dr. Rajendra Prasad Central Agricultural University, Sugarcane Research Institute, 2023. p. 185–196. ISBN 978-81-966957-2-9.

LEITE, G. H. P.; CRUSCIOL, C. A. C.; SILVA, M. A. Eficiência de maturadores químicos na cana-de-açúcar em função da época de aplicação. Bragantia, 69(3), 769–776, 2010.

MUTTON, M. A.; ROSSETTO, R. Maturação da cana-de-açúcar. Scientia Agricola, v. 70, n. 6, p. 689–694, 2013. DOI: 10.1590/S0103-90162013000600013.

NUNES, D. F. Análise de perdas em decorrência da regulagem do extrator primário e operação. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Tecnólogo em Mecanização em Agricultura de Precisão) – Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, Piracicaba, 2021.

PATIL, S. M.; PRATHAPAN, K.; PATIL, S. B.; JAGTAP, S.; CHAVAN, S. M. Critical issues and challenges in sugarcane supply chain management: a global perspective. Sugar Tech, v. 26, n. 4, p. 1033–1052, 2024. DOI: 10.1007/s12355-024-01456-3.

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SILVA, M. S. da. Avaliação de método para determinação de açúcares redutores totais em cana-de-açúcar por espectroscopia de infravermelho próximo (NIR). 2019. Dissertação (Mestrado em Química e Biotecnologia) – Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2019.

SILVA, D. P.; VIVEIROS, J.; JACOMASSI, L. M.; PACOLA, M.; MOMESSO, L.; SIQUEIRA, G. F. de; MARTELLO, J. M.; FOLTRAN, R.; SORATTO, R. P.; DINARDO-MIRANDA, L. L.; CRUSCIOL, C. A. C. Effects of thiamethoxam insecticide on sugarcane plant growth under chemical ripening at early and late harvest. Frontiers in Plant Science, v. 16, e1558071, 2025. DOI: 10.3389/fpls.2025.1558071.

VIEIRA, J., JOSÉ, H. R. Colheita mecanizada de cana-de-açúcar. EPCC – Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar, v. 7, 2009. Maringá: UNICESUMAR.

VASANTHA, S.; KUMAR, R. A.; TAYADE, A. S.; KRISHNAPRIYA, V.; RAM, B.; SOLOMON, S. Physiology of Sucrose Productivity and Implications of Ripeners in Sugarcane. Sugar Tech, v. 24, p. 715-731, 2022. DOI: 10.1007/s12355-021-01062-7.

Sobre a autora:

Josiane Oliveira

Josiane Ap. V. de Oliveira

Pesquisadora de Pós-doutorado (UNESP/Botucatu)

  • Doutora em Energia na Agricultura (UNESP/Botucatu)
  • Mestre em Produção vegetal (UFMS)
  • Engenheira Agrônoma (UNESP/Ilha Solteira)
  • [email protected]
  • Perfil do Linkedin
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Como citar este artigo OLIVEIRA, J.A.V. Colheita da cana-de-açúcar: estratégias técnicas para maximizar produtividade e qualidade. Blog Agroadvance. Publicado: 29 Out 2025. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-colheita-da-cana-de-acucar/. Acesso em: 24 jun. 2026.

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