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Interação genótipo × ambiente (G×E): por que uma cultivar produz bem em uma região e mal em outra?

A interação genótipo × ambiente explica por que uma cultivar muda de desempenho entre regiões e safras. Veja os tipos, adaptabilidade, estabilidade e VCU.
  • Publicado em 15/10/2026
  • Ana Rita Nunes Lemes
  • Fisiologia vegetal, Sustentabilidade
  • Publicado em 15/10/2026
  • Ana Rita Nunes Lemes
  • Fisiologia vegetal, Sustentabilidade
  • Atualizado em 15/10/2026
interação genótipo x ambiente
Sumário

Uma cultivar que lidera o ranking de produtividade em uma região pode ficar no meio da tabela em outra, ou na mesma região em outra safra. Essa mudança de desempenho é a expressão da interação genótipo × ambiente (G×E): genótipos diferentes respondem de forma diferente às mesmas variações de clima, solo e manejo.

A produtividade observada no campo resulta do potencial genético da cultivar, das condições do ambiente e da forma como esses dois fatores interagem ao longo do ciclo. Para o melhoramento, a G×E define quantos e quais ambientes precisam ser testados antes de uma recomendação. Para quem escolhe a cultivar, define o quanto um resultado de ensaio pode ser extrapolado para a própria área.

O que é interação genótipo × ambiente (G×E)?

A interação genótipo × ambiente (G×E) ocorre quando genótipos diferentes não respondem da mesma forma à variação ambiental, ou seja, quando a diferença entre duas cultivares muda conforme o local, a safra, a época de semeadura ou o manejo. Havendo G×E, o desempenho médio de uma cultivar não basta para prever seu desempenho em um ambiente específico (ALLARD; BRADSHAW, 1964).

O valor fenotípico observado em um ensaio pode ser decomposto assim (Figura 1):

Fenótipo (F) = Genótipo (G) + Ambiente (E) + Interação genótipo × ambiente (G×E) + erro experimental (ε)

interação entre genótipo x ambiente
Figura 1. Representação da interação entre o genótipo e as condições ambientais na determinação do fenótipo das plantas. Fonte: Adaptado de Janusch, Kropatsch e Busch (2014).

O genótipo é a constituição genética da cultivar e determina seu potencial para expressar características como produtividade, ciclo, arquitetura de planta, qualidade de grãos, tolerância ao déficit hídrico, resistência a doenças e eficiência no uso de nutrientes. Ter genética favorável não garante que esse potencial seja expresso: o desempenho depende das condições em que a planta se desenvolve (ELIAS et al., 2016).

O ambiente, no melhoramento, é o conjunto de condições a que o genótipo está submetido durante o ciclo, e não apenas a localização geográfica. Allard e Bradshaw (1964) separam essas condições em dois grupos:

  • Variações previsíveis: características permanentes do local ou controladas pelo produtor, como tipo e fertilidade do solo, fotoperíodo (latitude), regime térmico associado à altitude, época de semeadura e práticas de manejo (adubação, densidade, irrigação).
  • Variações imprevisíveis: condições que mudam de uma safra para outra, como volume e distribuição de chuvas, temperaturas extremas, veranicos e ocorrência de pragas e doenças.

Por causa das variações imprevisíveis, um mesmo local representa ambientes diferentes em anos distintos. É por isso que a G×E se manifesta tanto entre regiões (genótipo × local) quanto entre safras (genótipo × ano).

Quais são os tipos de interação genótipo × ambiente?

A interação G×E é classificada em simples e complexa. Na simples, a diferença entre os genótipos muda de magnitude entre ambientes, mas a classificação se mantém. Na complexa, a classificação se inverte: a melhor cultivar em um ambiente deixa de ser a melhor em outro. Na literatura internacional, elas correspondem às interações sem cruzamento (non-crossover) e com cruzamento (crossover).

Na decomposição proposta por Cruz e Castoldi (1991), a parte simples da interação decorre da diferença de variabilidade entre os genótipos nos ambientes. A parte complexa decorre da baixa correlação entre o desempenho dos genótipos de um ambiente para outro, e é ela que dificulta a recomendação (Figura 2).

Normas de reação de dois genótipos em função do ambiente
Figura 2. Normas de reação de dois genótipos em função do ambiente. Em (A), há apenas efeito de genótipo; em (B), efeitos de genótipo e de ambiente, sem interação; em (C), interação G×E simples: os genótipos respondem de forma diferente ao ambiente, mas sem inversão de classificação; em (D), interação G×E complexa (crossover), com inversão da classificação entre ambientes. Fonte: Adaptado de Schneider e Lynch (2020).

Interação simples

Na interação simples, um genótipo superior continua superior em todos os ambientes avaliados; o que muda é a distância entre ele e os demais. Para a recomendação, o efeito é limitado: a mesma cultivar segue sendo a melhor escolha em toda a região testada.

Interação complexa

Na interação complexa, os genótipos trocam de posição entre ambientes: um material se destaca em uma condição, e outro em condição diferente. Esse tipo de interação torna a recomendação dependente da região, da época e do sistema de produção, e é o que justifica ensaios regionalizados e o posicionamento de cultivares.

Adaptabilidade e estabilidade: qual a relação com a interação G×E?

Adaptabilidade e estabilidade descrevem como uma cultivar responde à variação ambiental quando há interação G×E. Adaptabilidade é a capacidade de responder às melhorias do ambiente, isto é, de aproveitar as condições favoráveis. Estabilidade é a previsibilidade desse comportamento: o quanto o desempenho da cultivar segue o padrão esperado diante das variações do ambiente.

No modelo de Eberhart e Russell (1966), um dos mais usados, as duas propriedades são estimadas por regressão do desempenho da cultivar contra o índice ambiental, que expressa o quanto cada ambiente é mais ou menos favorável que a média geral dos ensaios (Figura 3):

  • Coeficiente de regressão (b) próximo de 1: adaptabilidade ampla, com resposta proporcional à melhoria do ambiente;
  • b maior que 1: cultivar responsiva, adaptada a ambientes favoráveis;
  • b menor que 1: cultivar menos responsiva, mais adaptada a ambientes desfavoráveis;
  • Desvios da regressão próximos de zero: comportamento previsível (alta estabilidade).

Nesse modelo, a cultivar ideal reúne média alta, b próximo de 1 e desvios pequenos.

Becker e Léon (1988) distinguem dois conceitos de estabilidade. A estabilidade estática (biológica) é a de um genótipo que mantém o mesmo desempenho em qualquer ambiente; para produtividade, ela costuma vir acompanhada de baixa resposta a ambientes favoráveis. A estabilidade dinâmica (agronômica) é a de um genótipo que acompanha a média dos ambientes sem desvios imprevisíveis. Na recomendação de cultivares, o conceito usado é o dinâmico.

Uma cultivar pode, então, ter adaptação ampla, com bom desempenho em diferentes ambientes, ou adaptação específica, quando se destaca principalmente em determinadas condições (CECCARELLI, 1989).

Resposta produtiva de três genótipos em função do índice ambiental.
Figura 3. Resposta produtiva de três genótipos em função do índice ambiental. O genótipo A apresenta maior resposta em ambientes favoráveis, o genótipo B demonstra adaptabilidade ampla e o genótipo C apresenta melhor desempenho relativo em ambientes desfavoráveis. Fonte: Adaptado de Lyon et al. (2020), com base em Hildebrand e Russell (1996).

Avaliar adaptabilidade e estabilidade ajuda a identificar as cultivares com comportamento mais adequado para cada região e sistema de produção (EBERHART; RUSSELL, 1966; CECCARELLI, 1989).

Como os programas de melhoramento avaliam a interação G×E?

A interação G×E é avaliada em ensaios multiambientes: os mesmos genótipos são testados em vários locais, anos agrícolas e épocas de semeadura, e os dados são analisados por métodos estatísticos que quantificam a interação e indicam quais genótipos são estáveis, quais respondem a ambientes favoráveis e quais têm adaptação específica (ELIAS et al., 2016; POUR-ABOUGHADAREH et al., 2022).

Os métodos mais usados nos programas de melhoramento genético cumprem funções complementares:

  • Análise de variância conjunta: testa se a interação G×E é significativa;
  • Regressão (ex.: Eberhart e Russell): estima adaptabilidade e estabilidade de cada genótipo;
  • Modelos mistos: estimam valores genotípicos em ensaios desbalanceados, com diferentes genótipos em cada local ou ano;
  • AMMI e GGE biplot: representam graficamente a interação, identificam quais genótipos se destacam em quais ambientes e agrupam locais semelhantes em mega-ambientes (YAN et al., 2000; GAUCH, 2006).

Uma consequência prática dessas análises é a estratificação ambiental: ambientes em que os genótipos se classificam de forma parecida podem ser agrupados, e a recomendação passa a ser feita por região homogênea, e não para o país inteiro.

Por que os ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU) são importantes?

Os ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU) são a etapa em que a interação G×E é medida antes do registro. Para as espécies com requisitos mínimos definidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a cultivar só é inscrita no Registro Nacional de Cultivares (RNC) depois de avaliada em ensaios conduzidos nas regiões em que será indicada (BRASIL, 2003; BRASIL, 2026).

O VCU considera o conjunto de características agronômicas da cultivar e suas propriedades de uso, e os ensaios devem ser planejados para permitir a avaliação adequada do comportamento dos materiais (BRASIL, 2026).

A soja é o exemplo mais claro de como a G×E estrutura esse processo no Brasil. Os ensaios de VCU e a indicação de cultivares de soja são regionalizados em 5 macrorregiões sojícolas e 20 regiões edafoclimáticas (REC), delimitadas por características de clima e solo. Uma cultivar é testada e indicada por REC, não para o país todo (KASTER; FARIAS, 2012).

Como posicionar cultivares considerando a interação G×E?

Posicionar uma cultivar é definir onde, quando e em qual sistema de produção ela deve ser semeada para expressar seu potencial. O posicionamento cruza os resultados de ensaios regionais com as características da área e com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que indica as janelas de semeadura de menor risco climático por município.

Os critérios mais usados são:

  • região de cultivo e clima;
  • época de semeadura e ciclo da cultivar;
  • altitude e características do solo;
  • disponibilidade de água;
  • histórico de doenças da área;
  • sistema de produção.

O ZARC complementa essas informações ao indicar, para cada cultura e município, os períodos de semeadura de menor risco climático, considerando o tipo de solo e o ciclo da cultivar. Ao reunir informações sobre a cultivar, o ambiente e a época de cultivo, o técnico consegue direcionar cada material às condições mais favoráveis à expressão do seu potencial genético.

Em regiões sujeitas a maior variação entre safras, cultivares com estabilidade dinâmica tendem a ser escolhas mais seguras. Materiais de adaptação específica, por sua vez, rendem mais quando semeados nas condições a que estão adaptados, e perdem mais fora delas.

Qual a importância da interação G×E para o produtor?

Para o produtor, a interação G×E significa que o resultado de uma cultivar em outra região, ou em uma única safra, não garante o mesmo desempenho na sua área. Resultados de vários locais e anos, obtidos em condições próximas às da propriedade, são a base mais segura para escolher e posicionar materiais.

Na prática, considerar a interação G×E ajuda a:

  • escolher cultivares indicadas para a região e para a época de semeadura;
  • posicionar materiais diferentes em talhões com solo, histórico ou janela de semeadura distintos;
  • interpretar resultados de ensaios e dias de campo, dando mais peso a médias de vários locais e safras do que a um resultado isolado;
  • reduzir risco, combinando cultivares com diferentes padrões de adaptação em vez de concentrar a área em um único material.

A escolha da cultivar é, portanto, uma decisão do planejamento de safra que envolve genética, ambiente e manejo.

Perguntas frequentes sobre interação genótipo × ambiente

O que é interação genótipo x ambiente?

É a resposta diferente de genótipos às mesmas variações de ambiente. Quando há interação G×E, a diferença de desempenho entre cultivares muda conforme o local, a safra ou o manejo, e a média geral de uma cultivar não prevê seu desempenho em um ambiente específico.

Qual a diferença entre interação simples e complexa?

Na interação simples, a diferença entre os genótipos muda de tamanho entre ambientes, mas a classificação se mantém. Na interação complexa, a classificação se inverte: a cultivar mais produtiva em um ambiente deixa de ser a mais produtiva em outro.

Qual a diferença entre adaptabilidade e estabilidade?

Adaptabilidade é a capacidade da cultivar de responder às melhorias do ambiente. Estabilidade é a previsibilidade desse comportamento diante das variações ambientais. Uma cultivar pode ser muito responsiva e pouco previsível, ou o contrário.

Por que uma cultivar produz bem em uma região e mal em outra?

Porque o desempenho resulta do genótipo, do ambiente e da interação entre eles. Fotoperíodo, temperatura, solo, chuvas e doenças variam entre regiões, e cada cultivar responde de forma diferente a essas condições.

O que é o ensaio de VCU?

O ensaio de Valor de Cultivo e Uso (VCU) avalia o desempenho agronômico e as propriedades de uso de uma nova cultivar em diferentes ambientes. Para as espécies com requisitos mínimos definidos pelo MAPA, é etapa obrigatória para a inscrição no Registro Nacional de Cultivares.

Conclusão

A interação genótipo × ambiente explica por que uma mesma cultivar apresenta desempenhos diferentes entre regiões, safras e condições de cultivo. Por isso, a produtividade em um único ambiente não deve definir, sozinha, a escolha de um material.

A análise conjunta de adaptabilidade, estabilidade, resultados de ensaios regionais e características da área permite posicionar as cultivares de forma mais adequada, reduzindo riscos e favorecendo a expressão do seu potencial produtivo.

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Referências

ALLARD, R. W.; BRADSHAW, A. D. Implications of genotype-environmental interactions in applied plant breeding. Crop Science, v. 4, n. 5, p. 503-508, 1964. DOI: https://doi.org/10.2135/cropsci1964.0011183X000400050021x

BECKER, H. C.; LÉON, J. Stability analysis in plant breeding. Plant Breeding, v. 101, p. 1-23, 1988. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1439-0523.1988.tb00261.x

BRASIL. Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003. Dispõe sobre o Sistema Nacional de Sementes e Mudas e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 6 ago. 2003.

BRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Valor de Cultivo e Uso – VCU. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-agricolas/sementes-e-mudas/registro-nacional-de-cultivares/valor-de-cultivo-e-uso-2013-vcu. Acesso em: 20 set. 2026.

CECCARELLI, S. Wide adaptation: how wide? Euphytica, v. 40, p. 197-205, 1989. DOI: https://doi.org/10.1007/BF00024512

CRUZ, C. D.; CASTOLDI, F. L. Decomposição da interação genótipos x ambientes em partes simples e complexa. Revista Ceres, v. 38, p. n. 219, p. 422-430, 1991.

EBERHART, S. A.; RUSSELL, W. A. Stability parameters for comparing varieties. Crop Science, v. 6, n. 1, p. 36-40, 1966. DOI: https://doi.org/10.2135/cropsci1966.0011183X000600010011x

ELIAS, A. A.; ROBBINS, K. R.; DOERGE, R. W.; TUINSTRA, M. R. Half a century of studying genotype × environment interactions in plant breeding experiments. Crop Science, v. 56, n. 5, p. 2090-2105, 2016. DOI: https://doi.org/10.2135/cropsci2015.01.0061

GAUCH, H. G. Jr. Statistical analysis of yield trials by AMMI and GGE. Crop Science, v. 46, n. 4, p. 1488-1500, 2006. DOI: https://doi.org/10.2135/cropsci2005.07-0193

JANUSCH, I.; KROPATSCH, W. G.; BUSCH, W. Topological image analysis and (normalised) representations for plant phenotyping. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON SYMBOLIC AND NUMERIC ALGORITHMS FOR SCIENTIFIC COMPUTING (SYNASC), 16., 2014, Timisoara. Proceedings […]. [S. l.]: IEEE, 2014. p. 579-586. DOI: 10.1109/SYNASC.2014.83.

KASTER, M.; FARIAS, J. R. B. Regionalização dos testes de Valor de Cultivo e Uso e da indicação de cultivares de soja: terceira aproximação. Londrina: Embrapa Soja, 2012. 69 p. (Documentos, 330).

LYON, A.; TRACY, W.; COLLEY, M.; CULBERT, P.; MAZOUREK, M.; MYERS, J.; ZYSTRO, J.; SILVA, E. M. Adaptability analysis in a participatory variety trial of organic vegetable crops. Renewable Agriculture and Food Systems, v. 35, n. 3, p. 296–312, 2020. DOI: 10.1017/S1742170518000583. Portal de Pesquisa WUR

POUR-ABOUGHADAREH, A.; KHALILI, M.; POCZAI, P.; OLIVOTO, T. Stability indices to deciphering the genotype-by-environment interaction (GEI) effect: an applicable review for use in plant breeding programs. Plants, v. 11, n. 3, art. 414, 2022. DOI: https://doi.org/10.3390/plants11030414

SCHNEIDER, H. M.; LYNCH, J. P. Should root plasticity be a crop breeding target? Frontiers in Plant Science, v. 11, art. 546, 2020. DOI: https://doi.org/10.3389/fpls.2020.00546

YAN, W.; HUNT, L. A.; SHENG, Q.; SZLAVNICS, Z. Cultivar evaluation and mega-environment investigation based on the GGE biplot. Crop Science, v. 40, n. 3, p. 597-605, 2000. DOI: https://doi.org/10.2135/cropsci2000.403597x

Sobre a autora:

Ana Rita Lemes

Ana Rita Nunes Lemes

Pesquisadora

  • Mestra e Doutora em Genética e Melhoramento de Plantas (UNESP/Jaboticabal)
  • Engenheira Agrônoma (UNESP/Jaboticabal)
  • [email protected]
  • Perfil do Linkedin
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Como citar este artigo

LEMES, A. R. N. Interação genótipo × ambiente (G×E): por que uma cultivar produz bem em uma região e mal em outra? Blog Agroadvance. Publicado em: 15 Out. 2026. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-interacao-genotipo-ambiente/. Data de acesso: 15 out. 2026.

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