Ir para o conteúdo
  • Pós-Graduação
  • MBAs
  • Imersões
    • Imersão Internacional China
    • Imersão IA no Agro
    • Imersão Produtores de Alta Performance
    • Imersão Dinheiro no Agro
  • Para empresas
    • Treinamento Corporativo
    • Agrosales
  • Blog
  • Biblioteca
    • Agroclass
    • Agroteca
    • Conteúdo Gratuito
  • Pós-Graduação
  • MBAs
  • Imersões
    • Imersão Internacional China
    • Imersão IA no Agro
    • Imersão Produtores de Alta Performance
    • Imersão Dinheiro no Agro
  • Para empresas
    • Treinamento Corporativo
    • Agrosales
  • Blog
  • Biblioteca
    • Agroclass
    • Agroteca
    • Conteúdo Gratuito
Área do Aluno
  • Pós-Graduação
  • MBAs
  • Imersões
    • Imersão Internacional China
    • Imersão IA no Agro
    • Imersão Produtores de Alta Performance
    • Imersão Dinheiro no Agro
  • Para empresas
    • Treinamento Corporativo
    • Agrosales
  • Blog
  • Biblioteca
    • Agroclass
    • Agroteca
    • Conteúdo Gratuito
  • Pós-Graduação
  • MBAs
  • Imersões
    • Imersão Internacional China
    • Imersão IA no Agro
    • Imersão Produtores de Alta Performance
    • Imersão Dinheiro no Agro
  • Para empresas
    • Treinamento Corporativo
    • Agrosales
  • Blog
  • Biblioteca
    • Agroclass
    • Agroteca
    • Conteúdo Gratuito
GARANTA SEU CUPOM DE DESCONTO DE ATÉ R$ 1.300 TEMPO RESTANTE: 0 DIAS 60% OFF ATÉ JANEIRO + 1 ANO DE AGROCLASS GRÁTIS
GARANTA SEU CUPOM DE DESCONTO DE ATÉ R$ 1.300 TEMPO RESTANTE: 0 DIAS 60% OFF ATÉ JANEIRO + 1 ANO DE AGROCLASS GRÁTIS GARANTA SEU CUPOM DE DESCONTO DE ATÉ R$ 1.900 TEMPO RESTANTE: 0 DIAS 60% OFF ATÉ JANEIRO + 1 ANO DE AGROCLASS GRÁTIS

Formigas cortadeiras: controle de Atta (saúvas) e Acromyrmex (quenquéns) nos plantios agrícolas e florestais

Entenda como as formigas cortadeiras impactam plantios agrícolas e florestais, conheça sua biologia, diferenças entre Atta e Acromyrmex, padrões de dano e o posicionamento técnico completo de monitoramento e controle.
  • Publicado em 13/03/2026
  • Alasse Oliveira da Silva
  • Fitossanitários
  • Publicado em 13/03/2026
  • Alasse Oliveira da Silva
  • Fitossanitários
  • Atualizado em 12/03/2026
formigas cortadeiras
Sumário

As formigas cortadeiras estão entre as pragas de maior impacto econômico nos sistemas produtivos brasileiros.

Em áreas agrícolas e florestais, sua presença compromete desde o estabelecimento inicial das plantas até a formação estrutural de culturas perenes e florestas comerciais.

Não se trata apenas de desfolha visualmente perceptível, mas de interferência direta na fisiologia da planta e na arquitetura do sistema produtivo das culturas.

A magnitude do problema é evidenciada por levantamentos técnicos que indicam perdas de até 40% no volume de madeira em plantios florestais quando há desfolha recorrente.

Em culturas agrícolas, o ataque precoce pode resultar na morte de mudas, necessidade de replantio e desuniformidade de stand. Esse problema exige compreensão técnica da biologia da praga e organização cronológica do manejo.

Este artigo apresenta uma abordagem estruturada, iniciando pela identificação das formigas cortadeiras, passando pela formação da colônia, dinâmica de forrageamento, padrões de dano e culminando no posicionamento técnico de manejo integrado para a sua lavoura.

Boa leitura!

O que são formigas cortadeiras e por que representam alto risco produtivo?

As formigas cortadeiras pertencem principalmente a dois gêneros de importância agrícola:

  • Atta, conhecidas como saúvas, e
  • Acromyrmex, popularmente chamadas de quenquéns.

Ambos os grupos apresentam comportamento altamente especializado de corte de material vegetal, transporte para o interior do ninho e cultivo de fungo simbionte.

Ao contrário do que muitos imaginam, o material vegetal não é alimento direto da colônia. As operárias removem fragmentos de folhas, flores ou brotações e transportam o material para o interior de ninho, onde ele é utilizado como substrato para o desenvolvimento de um fungo simbionte. Esse fungo constitui a principal fonte alimentar das formigas da colônia.

Essa relação simbiótica sustenta a estabilidade da colônia e explica sua permanência prolongada nas áreas agrícolas.

Formiga cortadeira closeup
Figura 1. Presença da formiga em área agrícola.Fonte: Syngenta Digital (2024).

O risco produtivo está diretamente relacionado à combinação de fatores como:

  • organização social altamente complexa,
  • elevado potencial de colonização e
  • grande demanda por biomassa vegetal,
  • adaptação a sistemas agrícolas homogêneos e monoculturais.

Diferenças entre Atta (saúvas) e Acromyrmex (quenquéns)

A correta identificação das formigas cortadeiras é etapa fundamental para o manejo e permite estimar o porte da colônia e ajustar o método de intervenção.

Embora ambas pertençam ao mesmo grupo funcional, existem diferenças importantes entre saúvas e quenquéns, tanto do ponto de vista morfológico quanto estrutural.

Características das saúvas (Atta)

As saúvas apresentam maior porte corporal e podem ser identificadas por três pares de espinhos no dorso do tórax.

Os formigueiros desse gênero são volumosos e geralmente apresentam montículos de terra solta facilmente visíveis na superfície. Esses ninhos podem atingir grandes dimensões e abrigar milhões de indivíduos.

O impacto das saúvas é direto e indireto, pois a dimensão do formigueiro implica maior profundidade de câmaras e maior complexidade no controle. Em áreas florestais, um único sauveiro pode comprometer extensas linhas de plantio.

formigas atacando folhas
Figura 2. Formigas atacando folhas – características das saúvas (Atta). Fonte: Syngenta Digital (2024).

Características das quenquéns (Acromyrmex)

As quenquéns possuem porte menor e apresentam quatro ou cinco pares de espinhos no dorso do tórax, característica útil para diferenciação.

 Os ninhos são geralmente menos evidentes, muitas vezes camuflados sob vegetação ou resíduos orgânicos. A ausência de grandes montículos superficiais dificulta a detecção precoce.

Apesar do menor porte, a pressão de ataque pode ser intensa em áreas agrícolas, sobretudo quando há múltiplos ninhos distribuídos na propriedade.

A pulverização de ninhos pequenos, quando negligenciada, favorece reinfestações contínuas. A distinção morfológica entre os gêneros orienta a estratégia de monitoramento e a logística de aplicação de iscas biológicas ou químicas.

formiga quenquéns
Figura 3. Características das quenquéns (Acromyrmex). Fonte: Syngenta Digital (2024).

Diferenças morfológicas e estruturais

A distinção entre formigas cortadeiras dos gêneros Acromyrmex e Atta é baseada principalmente em:

  • número de espinho no tórax
  • porte das operárias
  • arquitetura do ninho

A identificação correta em campo orienta o diagnóstico e direciona o manejo, sobretudo em áreas agrícolas com histórico de reincidência.

Acromyrmex (quenquéns)

  • 4 a 5 pares de espinhos no dorso do tórax,
  • Operárias menores (8 a 10 mm)

Ninhos menores e geralmente sem montículo evidente de terra solta na superfície. Essa conformação reflete colônias menos extensas e com menor volume de escavação externa.

Atta (saúvas)

  • 3 pares de espinhos no dorso do tórax,
  • Operárias maiores(12 e 15 mm), com cabeça mais robusta e mandíbulas desenvolvidas.
  • Os ninhos são amplos, compostos por diversas panelas interligadas, e apresentam monte de terra solta visível na superfície.

diferenças diagnósticas entre formigas
Figura 4. Diferenças diagnósticas entre formigas cortadeiras dos gêneros Acromyrmex e Atta. Fonte: Prof. Ronald Zanetti – DEN/UFLA (2007).

Formação da colônia: início do problema no campo

O ciclo das formigas cortadeiras inicia-se com a revoada, geralmente associada ao início do período chuvoso. Machos e fêmeas alados realizam voo nupcial, e a fêmea fecundada busca local adequado para fundar nova colônia.

Após escavar pequena câmara subterrânea, a futura rainha deposita seus primeiros ovos e inicia o cultivo do fungo simbionte. Esse estágio inicial é crítico, pois a colônia ainda é pequena e vulnerável. Intervenções precoces nessa fase reduzem significativamente a expansão futura do formigueiro.

esquema do ciclo biológico de formigas cortadeiras
Figura 5. Ciclo biológico das formigas cortadeiras. Fonte: Prof. Ronald Zanetti – DEN/UFLA (2007).

Crescimento da colônia e formação do formigueiro

Com o desenvolvimento das primeiras operárias, inicia-se a atividade de forrageamento externo. A coleta de material vegetal se intensifica à medida que a colônia se estrutura internamente.

O crescimento é gradual, porém constante. Ao longo dos anos, o ninho expande câmaras e amplia o volume de solo removido, tornando-se estruturalmente complexo.

A negligência no início do processo favorece consolidação do formigueiro e eleva o custo de erradicação.

Estrutura interna do formigueiro

Os ninhos subterrâneos apresentam múltiplas câmaras destinadas a diferentes funções:

  • cultivo do fungo simbionte,
  • armazenamento do material vegetal, e
  • abrigo da rainha e das formas imaturas.

A profundidade pode variar conforme espécie, tipo de solo e idade da colônia.

Essa arquitetura explica por que controles superficiais frequentemente falham. A simples redução de operárias externas não elimina a rainha nem o núcleo reprodutivo.

vista externa de formigueiro
Figura 6. Estrutura de vista externa do formigueiro.Fonte: Syngenta Digital (2024).


A compreensão da estrutura do ninho orienta a aplicação correta de iscas formicidas, garantindo que o ingrediente ativo alcance a câmara de fungo.

esquemático de estrutura de ninhos de formigas
Figura 7. Ninhos de Atta bisphaerica (2a), Atta capiguara (2b), Atta sexdens rubropilosa (2c) e Atta laevigata (2d). Fonte: Prof. Ronald Zanetti – DEN/UFLA (2007).

Dinâmica de forrageamento e padrão de corte

As operárias seguem trilhas definidas, chamadas de carreiros, que conectam o ninho às fontes vegetais. O corte das folhas apresenta formato semicircular ou em arco, característica diagnóstica da presença da praga.

A atividade tende a intensificar-se em períodos de temperatura amena e maior umidade relativa. A observação dessas condições auxilia no planejamento de inspeções.

coleta de folhas - formigas
Figura 8. Coleta de folhas por formigas cortadeiras.Fonte: Fit Clube (2025).

A simples interrupção temporária do fluxo de forrageamento sem eliminação da colônia resulta apenas em pausa temporária da atividade externa. Se a rainha permanecer ativa, a colônia rapidamente retoma sua atividade.

Padrões de dano em sistemas agrícolas

Culturas anuais

Em culturas anuais, como soja e milho, o ataque pode comprometer rapidamente a área foliar ativa. A redução abrupta da superfície fotossintética interfere na produção de biomassa e potencial produtivo.

Quando o ataque ocorre nos estádios iniciais, a perda de plantas compromete a uniformidade da lavoura. O monitoramento em fases vegetativas iniciais é decisivo para evitar falhas de estande.

Culturas perenes

Em fruticultura e sistemas perenes, o ataque recorrente compromete a formação da copa. Plantas jovens são particularmente vulneráveis.

A desfolha sucessiva retarda a estruturação da planta e prolonga o período até entrada em produção. Em mudas recém-transplantadas, o risco de mortalidade é elevado.

desfolha por formigas cortadeiras
Figura 9. Processo de desfolha em frutíferas por formigas cortadeiras. Fonte: Agro Estadão (2025).

A proteção no período pós-plantio deve integrar o planejamento técnico. A espécie Atta sexdens, popularmente chamada de saúva-limão, possui elevado potencial de desfolha e pode comprometer lavouras em curto período.

As colônias atuam de forma intensa principalmente durante a noite, transportando material vegetal que alimenta o fungo cultivado no interior do ninho.

No Brasil, sua ocorrência é frequente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. A presença dessa formiga impacta diretamente áreas agrícolas e projetos de reflorestamento, onde a remoção contínua de folhas interfere no estabelecimento e no desenvolvimento das plantas.

Padrões de dano em plantios florestais

Em plantios de eucalipto e pinus, a desfolha repetida interfere na formação do fuste e na uniformidade da floresta. A perda de área foliar reduz o acúmulo de biomassa e compromete o volume final de madeira.

Estimativas indicam perdas de até 40% no volume quando não há manejo adequado. Esse percentual altera significativamente a viabilidade econômica do projeto florestal. A inspeção sistemática antes e após o plantio é etapa operacional obrigatória.

sauveiros em áreas de eucalipto
Figura 10. Sauveiros em áreas de eucalipto apresentam como traço típico a presença de montículos com solo solto na superfície, formados acima das câmaras internas do ninho. A direita ninho de quenquéns. Fonte: Campos; Zorzenon (2018).

Monitoramento: base da tomada de decisão

Identificação de sinais de atividade

O monitoramento deve incluir busca por carreiros ativos, olheiros recentes e montículos de solo. A observação da intensidade de corte auxilia na estimativa do tamanho da colônia.

A periodicidade das inspeções deve ser ampliada em períodos de maior atividade biológica, como início das chuvas. O registro sistemático das ocorrências permite planejamento estratégico de intervenção.

Planejamento de inspeções

A organização cronológica das inspeções deve considerar histórico da área, proximidade de vegetação nativa e registros anteriores de infestação.

Áreas recém-implantadas exigem frequência maior de vistoria. A ausência de rotina estruturada favorece expansão silenciosa dos ninhos.

O monitoramento não é etapa opcional. É eixo central do manejo.

Manejo cultural e organização do ambiente

A estrutura ambiental influencia a dinâmica populacional das formigas cortadeiras. Sistemas extremamente homogêneos favorecem oferta constante de substrato vegetal.

A manutenção de áreas de vegetação nativa pode contribuir para presença de inimigos naturais. O planejamento do entorno reduz pressão direta sobre a cultura principal.

O preparo adequado do solo antes do plantio elimina ninhos iniciais e reduz a infestação na fase de estabelecimento.

Controle com iscas formicidas

As iscas granuladas são ferramenta amplamente utilizada no manejo de formigas cortadeiras. Contêm atrativos alimentares associados a ingrediente ativo que age sobre o fungo simbionte ou sobre a colônia.

A aplicação deve ocorrer próxima aos carreiros ativos, em dias secos e com temperatura amena. A umidade excessiva compromete a integridade da isca.

A dosagem correta é determinante para eficácia do tratamento. Subdosagem favorece retomada da atividade.

Aplicação técnica e logística operacional

A distribuição das iscas deve ser uniforme ao redor do formigueiro, evitando contato direto com a vegetação. Equipamentos de dosagem precisam estar calibrados.

Em grandes áreas florestais, o planejamento logístico envolve mapeamento prévio dos ninhos e organização de equipes treinadas.

A execução técnica adequada evita retrabalho e reinfestações.

Outros métodos de controle químico

Em situações específicas, pode-se utilizar inseticidas em pó aplicados diretamente nos olheiros. Esse método é indicado para ninhos menores.

A termonebulização é empregada em formigueiros de grande porte, permitindo dispersão do inseticida em forma de fumaça.

A escolha do método deve considerar porte do ninho, profundidade estimada e logística da área.

Prevenção e planejamento pré-implantação

A prevenção começa antes do plantio. O levantamento histórico da área identifica regiões de maior risco.

A inspeção nas bordaduras evita entrada de novos formigueiros. A integração entre monitoramento e intervenção precoce reduz pressão futura.

O planejamento técnico deve anteceder qualquer implantação agrícola ou florestal.

Manejo integrado de formigas cortadeiras

O manejo integrado combina monitoramento contínuo, organização ambiental e controle químico direcionado. A integração dessas etapas mantém a área sob vigilância constante. A execução cronológica correta envolve:

  1. Levantamento inicial da área
  2. Identificação e mapeamento dos ninhos
  3. Intervenção direcionada
  4. Revisão periódica
  5. Registro técnico das operações

Manejo biológicas de formigas cortadeiras

O cenário regulatório brasileiro para controle de formigas cortadeiras, com foco em Atta laevigata e Atta sexdens rubropilosa, está estruturado no sistema Agrofit/MAPA, que reúne produtos classificados como formicidas, incluindo formulações granuladas e iscas atrativas. A tendência técnica recente concentra-se em princípios ativos de origem vegetal e, em fase experimental, agentes microbiológicos.

A lógica biológica dessas soluções parte da compreensão central do sistema alimentar da colônia. Como as operárias transportam o material vegetal para cultivo do fungo simbionte, o alvo indireto do controle passa a ser esse fungo, eixo metabólico da colônia.

A formulação precisa ser atrativa, estável e capaz de alcançar as câmaras internas do ninho.

Iscas granuladas à base de anil (Tephrosia cândida)

As formulações registradas no MAPA para controle biológico de formigas cortadeiras incluem produtos com base ativa vegetal derivada de Tephrosia candida, com concentração aproximada de 335 g/kg em determinadas composições. Essa planta contém flavonas saponínicas do tipo rotenoide, metabólitos secundários associados à atividade inseticida.

O mecanismo de ação ocorre após o transporte da isca para o interior do formigueiro. Ao atingir o ambiente de cultivo do fungo simbionte, o princípio ativo interfere no equilíbrio da colônia. A interrupção da base alimentar compromete a estabilidade biológica do ninho.

A forma granulada é tecnicamente compatível com o comportamento de forrageamento de Atta, pois facilita o carregamento pelas operárias e o direcionamento às câmaras de fungo.

Combinações botânicas com extratos vegetais adicionais

Algumas formulações ampliam a base ativa com inclusão de extratos de outras espécies vegetais, como folhas de Psychotria marcgravii, associadas à presença de compostos bioativos naturais.

Essas combinações visam potencializar o efeito sobre a colônia por meio de interação entre diferentes metabólitos secundários.

O racional técnico está na diversificação de compostos com possível ação inseticida e interferência indireta sobre o fungo simbionte. A eficácia depende da estabilidade da matriz atrativa e da manutenção do interesse das operárias pelo transporte da isca.

Essas formulações mantêm classificação como formicida no MAPA, com aplicação via isca granulada.

Pesquisa com óleos essenciais: citronela, eucalipto e neem

Há linhas de investigação envolvendo óleo de citronela, óleo de Eucalyptus e óleo de neem como possíveis insumos para controle de formigas cortadeiras. Esses compostos apresentam propriedades inseticidas ou repelentes em diferentes grupos de insetos.

No contexto específico de Atta, o desafio técnico reside na incorporação desses óleos em matrizes que garantam atratividade e estabilidade. A volatilidade natural dos óleos essenciais pode comprometer a persistência no campo.

A viabilidade prática depende de formulação que permita transporte pelas operárias e ação efetiva no ambiente interno do formigueiro.

Inovação com agentes microbiológicos entomopatogênicos

Outra frente em desenvolvimento envolve fungos entomopatogênicos como Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana. Esses microrganismos apresentam potencial de infecção das operárias, com possível disseminação na colônia. O principal obstáculo técnico é o comportamento higiênico das formigas cortadeiras, que removem indivíduos contaminados antes que o patógeno se dissemine amplamente. Além disso, a proteção dos conídios contra radiação solar e temperatura elevada é fator crítico.

esquemático de processo de infecção com Metarhizium em insetos
Figura 11. Processo de infecção de Metarhizium anisopliae em insetos pragas. Fonte: Elevagro adaptado de Silva (2012).

Para que essa tecnologia avance, a formulação precisa assegurar:

  • Proteção física do agente biológico
  • Manutenção da viabilidade em condições tropicais
  • Integração à dinâmica social do formigueiro

Até o momento, essas soluções encontram-se majoritariamente em fase experimental, sem consolidação ampla como isca granulada biológica registrada para uso comercial.

Conclusão

As formigas cortadeiras representam ameaça estrutural aos sistemas produtivos brasileiros. Sua biologia organizada, associação simbiótica com fungo e alta demanda por biomassa vegetal explicam o impacto econômico observado em culturas agrícolas e florestais.

O enfrentamento técnico exige compreensão cronológica do ciclo biológico, identificação correta da espécie e execução estruturada do manejo.

Monitoramento sistemático, aplicação precisa de iscas e planejamento prévio constituem os pilares da condução agronômica.

Ignorar a presença inicial de um formigueiro significa permitir consolidação de uma colônia capaz de comprometer anos de investimento produtivo.

—

Quer aprofundar seu conhecimento em manejo de pragas, nutrição e fisiologia das lavouras? A Pós-graduação em Soja e Milho da Agroadvance reúne especialistas do setor e mostra, na prática, como tomar decisões agronômicas mais seguras no campo. Clique em SAIBA MAIS e conheça a Pós-graduação em Soja e Milho.

Referências

AGROFIT – Sistemas de agrotóxicos fitossanitários. Ministério da Agricultura e Pecuária. Disponível em: https://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons. Acesso em: 17 fev. 2026.

DELLA LUCIA, T. M. C. (Org.). Formigas cortadeiras: da biologia ao manejo. Viçosa: UFV, 2011.

FORTI, L. C.; ANDRADE, A. P. P.; CAMARGO, R. S. Controle de formigas cortadeiras: fundamentos biológicos e aplicação prática. Revista Árvore, Viçosa, v. 31, n. 3, p. 547–558, 2007.

HÖLLDOBLER, B.; WILSON, E. O. The Leafcutter Ants: Civilization by Instinct. New York: W. W. Norton & Company, 2011.

MARICONI, F. A. M. As saúvas. São Paulo: Agronômica Ceres, 1970.

SILVA, A. R.; BATISTA-FILHO, A. Entomopathogenic fungi in the control of leaf-cutting ants. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 43, n. 5, p. 631–637, 2008.

ZANETTI, R.; OLIVEIRA, M. A.; SOUZA-SILVA, A. Manejo integrado de formigas cortadeiras em plantios florestais. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 23, n. 219, p. 63–70, 2002.b.

Sobre o autor:

Alasse Oliveira

Alasse Oliveira da Silva

Doutorando em Produção Vegetal (ESALQ/USP)

  • Engenheiro agrônomo (UFRA) e Técnico em agronegócio
  • Mestre e especialista em Produção Vegetal (ESALQ/USP)
  • alasse.oliveira77@gmail.com
  • Perfil do Linkedin
VER MAIS ARTIGOS DO AUTOR

Como citar este artigo:

SILVA, A. O. Formigas cortadeiras: controle de Atta (saúvas) e Acromyrmex (quenquéns) nos plantios agrícolas e florestais. Blog Agroadvance. Publicado: 13 Mar. 2026. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-formigas-cortadeiras-sauvas-e-quenquens/. Acesso: 13 mar. 2026.

PESQUISAR

COMPARTILHAR

Mais Lidos Da Semana

Formigas cortadeiras: controle de Atta (saúvas) e Acromyrmex (quenquéns) nos plantios agrícolas e florestais
Leia mais »
Reforma Tributária no Agro: o que muda no fluxo de caixa da sua fazenda?
Leia mais »
Antocianinas nas plantas: o que são, qual a função e como interpretar folhas roxas na lavoura?
Leia mais »

Categorias

  • Agricultura 5.0
  • Agronegócio
  • Algodão
  • Bioinsumos
  • Café
  • Cana-de-açúcar
  • Feijão
  • Fertilidade do Solo
  • Fisiologia vegetal
  • Fitossanitários
  • Gestão Agrícola
  • Gestão Comercial
  • Inteligência Artificial
  • Máquinas Agrícolas
  • Marketing e Vendas
  • Milho
  • Mulheres no Agro
  • Notícias
  • Nutrição de plantas
  • Pecuária
  • Soja
  • Solos
  • Sorgo
  • Sustentabilidade
  • Trigo
VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR:
Reforma tributária no agronegócio
Gestão Agrícola
Reforma Tributária no Agro: o que muda no fluxo de caixa da sua fazenda?

Entenda como a Reforma tributária pode impactar o fluxo de caixa, o capital de giro e a gestão financeira da fazenda nos próximos anos.

Leia mais »
Felipe Wohnrath 11/03/2026
antocianinas nas plantas resultam em coloração roxa nas folhas
Fisiologia vegetal
Antocianinas nas plantas: o que são, qual a função e como interpretar folhas roxas na lavoura?

Antocianinas são pigmentos vegetais ligados à fotoproteção e à tolerância a estresses abióticos. Entenda o que são, suas funções fisiológicas e como diferenciar mecanismo

Leia mais »
Deyvid Bueno 09/03/2026
milho safrinha 2025.2026 Lavoura de milho com palhada e céu carregado
Milho
Milho safrinha 2025/2026: como aumentar a rentabilidade e reduzir riscos

Descubra como garantir a rentabilidade do milho safrinha 2025/2026 através de planejamento climático, perfil do solo estruturado, gestão de custos, de pessoas e estratégia

Leia mais »
Edson Rodrigo Oliveira Vendruscolo & Felipe Wohnrath 06/03/2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agroadvance, Escola de Negócios Agro que conecta o campo à cidade, amplificando os resultados do agronegócio no Brasil e destacando a cultura e o valor do setor

Instagram Linkedin Youtube

Entre em Contato

  • Fale Conosco
  • WhatsApp
  • E-mail
  • Avenida Cezira Giovanoni Moretti, Nº 905, Térreo, Sala 01 - Santa Rosa - Piracicaba/sp - CEP: 13414-157
Links
  • Programa de Indicação
  • Política de Proteção de Dados
  • Política de Privacidade
  • Política de Uso de Cookies
  • Termos de Uso
  • Programa de Indicação
  • Política de Proteção de Dados
  • Política de Privacidade
  • Política de Uso de Cookies
  • Termos de Uso

©2026 Todos Os Direitos Reservados.