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O agro pós-crise: as lições da safra 2025/2026 para construirmos um agro mais inteligente em 2027

A safra 2025/2026 expôs os limites do crescimento baseado em crédito e expansão. Entenda como eficiência operacional, gestão financeira e governança definirão o agro pós-crise em 2027.
  • Publicado em 13/05/2026
  • Renato Seraphim
  • Gestão Agrícola
  • Publicado em 13/05/2026
  • Renato Seraphim
  • Gestão Agrícola
  • Atualizado em 12/05/2026
Agro pós crise 2026 ou agro pós pesadelo 2026
Sumário

A safra 2025/2026 não será registrada apenas como mais um ciclo produtivo, mas como o divisor de águas mais profundo da história contemporânea do agronegócio brasileiro.

O que testemunhamos não foi a habitual oscilação climática ou a volatilidade de preços inerente ao setor, mas sim o esgotamento sistêmico de um modelo de crescimento baseado na expansão territorial desenfreada e na dependência crônica de crédito farto. Este ciclo encerra uma era de otimismo desmedido para inaugurar a safra 2026/2027 sob uma nova ordem do agro pós-crise: a da eficiência operacional cirúrgica e da gestão rigorosa de riscos.

A partir de agora, a competitividade no agro deixa de estar concentrada apenas na produtividade por hectare. A nova fronteira passa a ser a eficiência operacional, a gestão de caixa, a inteligência financeira e a capacidade de execução sob pressão.

A safra 2026/2027 inaugura uma nova era: a era do agro orientado por dados, liquidez e disciplina de gestão.

O colapso da liquidez e o marco de 30 de Abril

O agronegócio brasileiro sustentou-se por décadas em um tripé de crédito abundante, expansão de fronteiras e uma obsessão comercial por market share. Entretanto, os sinais de fadiga financeira que vinham se acumulando atingiram seu paroxismo em 2025, ano que registrou o recorde histórico de 1.990 pedidos de recuperação judicial — um salto alarmante de 56% em relação ao período anterior.

Diferente de crises passadas, o epicentro não foi a periferia produtiva, mas sim o coração do setor, em estados como Mato Grosso. O diagnóstico é claro: a eficiência produtiva isolada não é garantia de solvência.

A deterioração da capacidade de pagamento tornou-se sistêmica, culminando em um fechamento de ciclo dramático.

Como bem destaca Neto Perez, CFO da KRACHT , a data de 30 de abril de 2026 consolidou-se como o “dia do juízo final” para o fluxo de caixa de muitos agentes. Foi o momento em que a realidade dos balanços atropelou as projeções otimistas, expondo a fragilidade de estruturas que, embora operacionalmente robustas, sangravam financeiramente devido a:

  • Juros persistentemente elevados que inviabilizaram a rolagem de dívidas;
  • Compressão severa de margens pela queda nas commodities;
  • Efeito tesoura: custos de produção rígidos versus receita líquida declinante.

Esse “efeito tesoura” deteriorou rapidamente a capacidade de pagamento de produtores, distribuidores e empresas ligadas ao agro.

A inadimplência no agro deixou de ser pontual

O papel do distribuidor e do profissional de campo sofre uma mutação forçada. Se antes o foco era o volume de vendas, agora a prioridade absoluta é a qualidade do crédito e a sobrevivência do ecossistema.

As distribuidoras, que viram suas margens serem devoradas pela inadimplência e pela necessidade de provisões pesadas, agora precisam atuar como gestoras de risco em tempo real.

O encerramento deste período assinala que a rentabilidade real — e não apenas o faturamento — será a única métrica capaz de separar os sobreviventes dos que ficarão pelo caminho nesta transição para 2026/2027.

A crise de liquidez mostrou que a inadimplência deixou de ser um problema isolado para se tornar estrutural.

Tabela 1. Escalada da insolvência no agronegócio brasileiro em 2025

Indicadores de Insolvência no a Agronegócio Brasileiro (2025)DadosCrescimento Anual
Pedidos Totais de Recuperação Judicial1.99056,4%
Pedidos de Produtores Rurais (Pessoa Física)85350,7%
Pedidos de Produtores Rurais (Pessoa Jurídica)75384,1%
Empresas de Apoio e Agroindústrias38429,3%
Taxa de Inadimplência na População Rural8,3%+0,9 p.p.

O aumento expressivo dos pedidos envolvendo produtores pessoa jurídica evidencia um movimento importante: propriedades rurais maiores e mais profissionalizadas também passaram a sofrer forte deterioração financeira.

Isso reforça um ponto crítico para 2027: crescimento sem gestão financeira sólida pode destruir valor mesmo em operações altamente produtivas.

A perspectiva global e as lições de Jim Clark sobre o “gap de execução”

A crise enfrentada pelo Brasil em 2025 e 2026 não é um fenômeno isolado, mas compartilha sintomas com o cenário global do agronegócio.

As reflexões de Jim Clark, sócio da Granite Creek, ressaltam que o setor está lidando com um “gap de execução” entre as oportunidades de mercado e a capacidade operacional das empresas.

Clark argumenta que, embora a demanda por alimentos e insumos permaneça sólida, converter essa demanda em lucro tornou-se significativamente mais difícil devido ao aumento da complexidade operacional, à escassez de mão de obra qualificada e à pressão sobre as margens.

Um dos pontos centrais da análise de Clark é que o crescimento pode se tornar um fator de destruição de valor quando não é acompanhado por investimentos em sistemas de gestão e governança.

Muitas empresas expandiram suas linhas de produtos e geografias mais rápidos do que sua infraestrutura administrativa permitia, resultando no que ele descreve como o “exercício diário de recuperação”, onde os gestores gastam a maior parte do seu tempo resolvendo problemas logísticos e falhas de serviço em vez de focar no progresso estratégico.

No Brasil, esse fenômeno é visível em distribuidores que priorizaram o volume de vendas em detrimento da qualidade do crédito concedido, resultando em uma exposição de risco insustentável.

Para Clark, a diferenciação no ciclo de 2026 e 2027 dependerá da disciplina de execução. As empresas que prosperarem serão aquelas que adicionarem capacidade de gestão real em operações e funções voltadas ao cliente, estabelecendo estruturas de prestação de contas claras e mantendo rotinas consistentes de agendamento, logística e precificação.

A transição do foco apenas na produtividade para a eficiência operacional é, portanto, a fronteira competitiva mais relevante para o próximo período.

Leia mais aqui: Why Agribusiness Growth Is Becoming Harder to Sustain in 2026 — And What Retailers Can Do About It

A reconfiguração do sistema de distribuição: O distribuidor do futuro

A crise da safra 2025/2026 revelou que o papel tradicional do distribuidor como mero canal comercial está obsoleto.

O cenário atual exige que o distribuidor se transforme em uma plataforma multifacetada, atuando como gestor de risco, parceiro financeiro e integrador tecnológico.

Essa evolução é necessária para garantir não apenas a sobrevivência da revenda, mas a viabilidade econômica do agricultor.

O distribuidor do futuro deve ser capaz de oferecer soluções que vão além da venda de insumos. Ele precisa compreender o fluxo de caixa do produtor, atuar na gestão da rentabilidade e utilizar dados para prever e mitigar riscos.

A inteligência de crédito e o uso de ferramentas de análise financeira tornam-se tão estratégicos quanto o conhecimento técnico agronômico.

O objetivo central passa a ser ajudar o agricultor a errar menos e a planejar melhor, transformando o crescimento em rentabilidade consistente.

Mesmo em tempos de crises, precisamos ser rápidos.

Ouro Safra: um exemplo de adaptação em meio à crise

No epicentro dessa transformação setorial, a Ouro Safra surge como um exemplo de vanguarda, provando que é possível se reinventar mesmo sob as condições mais adversas.

Enquanto o mercado se retraía, a empresa não apenas ajustou sua rota, mas acelerou, utilizando o Barter Consultivo como o motor de uma nova cultura organizacional.

Mais do que uma estratégia comercial, a empresa transformou este modelo em uma ferramenta de motivação e preparação para seu time de campo, forjando uma equipe resiliente e pronta para um cenário de alta complexidade.

O segredo dessa evolução reside na superação do “barter de balcão” — a troca simples e passiva — em favor de uma gestão financeira inteligente e proteção operacional de ponta. A Ouro Safra compreendeu que o barter consultivo é, antes de tudo, uma solução de previsibilidade e segurança para o produtor.

Esta visão estratégica materializou-se em marcos históricos: com a consolidação de sua trading própria e a operação direta de despacho de navios para a China, a empresa rompeu barreiras logísticas e comerciais. O resultado é um crescimento exponencial, saltando de um faturamento de R$ 5,7 bilhões para impressionantes R$ 9,5 bilhões em 2025.

Este sucesso não é fruto do acaso, mas da capacidade da Ouro Safra em:

  • Empoderar seu time: Preparando profissionais de campo para serem consultores de risco, e não apenas vendedores de insumos.
  • Transformar o grão em moeda estratégica: Garantindo liquidez imediata ao produtor e mitigando a dependência de um crédito bancário hoje caro e restritivo.
  • Motivar através do exemplo: Demonstrando que a integração entre originação e comercialização cria uma estrutura de proteção robusta, capaz de sustentar o crescimento mesmo quando o setor enfrenta sua maior crise de liquidez.

A trajetória da Ouro Safra em 2025 deixa uma lição clara para a safra 2026/2027: a tecnologia e a logística são fundamentais, mas é a mentalidade resiliente e a preparação das pessoas que definem quem liderará o novo ciclo do agronegócio.

Tabela 2. Estratégias de crescimento e resiliência financeira da Ouro Safra em 2025

Estratégia de Crescimento Ouro Safra (2024-2025)Detalhes da OperaçãoImpacto Financeiro
Criação de Trading PrópriaExportação direta para a ChinaMaior controle de margem na originação
Logística Portuária11 navios despachados (Santos e Paranaguá)Escoamento de 715 mil toneladas de grãos
Projeção de Faturamento 2025Salto de R$ 5,7 bi para R$ 9,5 biCrescimento de 60% em ano de crise
Estrutura de CapitalFoco em capital próprio e baixo endividamentoResiliência contra juros elevados (Selic)

O caso reforça uma lição importante: em momentos de crise, liquidez e governança tornam-se vantagens competitivas tão relevantes quanto produtividade.

O Agrônomo do Futuro será um consultor de ROI

A mudança de paradigma no agronegócio exige uma redefinição das competências do profissional de campo. O agrônomo que se limita a recomendar produtos e observar fitossanidade está perdendo espaço para o profissional que atua como um tradutor multidisciplinar de eficiência.

O agrônomo do futuro deve integrar conhecimentos de agronomia, gestão de riscos, economia e tecnologia de dados para garantir a sustentabilidade econômica da propriedade.

A atuação desse novo profissional deve ser pautada na busca pelo Retorno sobre o Investimento (ROI) do agricultor. Isso significa que a recomendação técnica deve estar alinhada à capacidade financeira do cliente e à proteção do seu caixa.

O treinamento das equipes comerciais e técnicas deve focar em transformar dados de campo em insights estratégicos, ajudando o produtor a produzir melhor, com maior proteção contra a volatilidade do mercado e as incertezas climáticas.

Competências essenciais do Agrônomo do Futuro

  • Gestão de Risco: Capacidade de auxiliar o produtor em estratégias de hedge e proteção de preços.
  • Análise de Dados: Utilização de ferramentas digitais para monitorar produtividade e prever gargalos operacionais.
  • Visão Financeira: Compreensão profunda de fluxo de caixa, margens brutas e custo de capital.
  • Comunicação Estratégica: Habilidade de traduzir a complexidade do agro para o mercado e para o consumidor final, evitando distorções de percepção.

O cenário da 2026/2027

A transição para o ciclo 2026/2027 ocorre em um ambiente de cautela extrema.

As projeções para a colheita de grãos indicam um novo recorde, com a soja podendo atingir 179,7 milhões de toneladas, um aumento de 1% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela melhora na produtividade em regiões do Norte e Centro-Oeste.

No entanto, a abundância de oferta mantém os preços pressionados, e os custos de produção, especialmente fertilizantes nitrogenados como a ureia, continuam vulneráveis às instabilidades geopolíticas no Oriente Médio.

O sistema de distribuição brasileiro deve se preparar para um cenário onde a liquidez continuará sendo o ativo mais valioso. A seletividade na concessão de crédito deixará de ser uma opção para se tornar uma regra de sobrevivência.

Instrumentos de crédito privado, como a Cédula de Produto Rural (CPR), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), ganharão ainda mais relevância para reduzir a dependência do crédito rural oficial, que enfrenta restrições fiscais e taxas de juros elevadas.

Tabela 3. Projeções para a safra brasileira 2026/2027 e tendências de mercado

Projeções para a Safra 2025/2026 e 2026/2027Estimativa (Milhões de Toneladas)Tendência
Produção Total de Grãos (Brasil)353,8 a 356,3Recorde com crescimento de 1%
Safra de Soja177,6 a 179,7Recuperação no RS e ganhos no Centro-Oeste
Primeira Safra de Milho27,2Crescimento de 6,6% frente ao ciclo anterior
Moagem de Cana (Centro-Sul)620Estabilidade com margens pressionadas

O impacto das taxas de juros e da geopolítica

A manutenção da taxa Selic em patamares elevados (14,5% a 15% ao ano) exerce uma pressão contínua sobre os custos de carregamento de dívidas e financiamento da produção.

Esse cenário dificulta investimentos em infraestrutura, como armazenagem e irrigação, que são fundamentais para aumentar a resiliência contra as mudanças climáticas. Além disso, a instabilidade logística global decorrente de conflitos armados afeta diretamente o custo do frete e o fornecimento de fertilizantes, exigindo que as empresas de distribuição tenham estratégias de suprimento mais ágeis e diversificadas.

A preparação para 2027 deve envolver também uma maior governança nos processos de judicialização de dívidas.

O recente aumento nas recuperações judiciais forçou o Judiciário a buscar padrões técnicos mais rigorosos para garantir a transparência e a viabilidade dos planos apresentados pelos produtores (Provimento nº 216/2026 do CNJ).

O distribuidor deve estar atento a essas mudanças regulatórias para proteger seus ativos e assegurar que as renegociações sejam justas e sustentáveis para ambas as partes.

A grande lição da crise: eficiência vale mais que crescimento

O encerramento da safra 2025/2026 nos deixa uma lição indelével: a próxima fronteira do agronegócio não reside na inovação pela inovação, mas na tecnologia como a espinha dorsal da eficiência operacional.

O setor caminha para um horizonte em 2027 que será menos emocional e mais orientado por dados, onde a Inteligência Artificial e o scoring de crédito em tempo real deixam de ser diferenciais para se tornarem pré-requisitos de sobrevivência.

No entanto, a tecnologia sem governança é um motor sem bússola. A crise de liquidez que abalou este ciclo expôs a fragilidade de estruturas que negligenciaram processos formais e o planejamento sucessório.

Como bem pontuou Jim Clark, a infraestrutura operacional precisa ser robusta antes que o crescimento atinja o ponto de ruptura. É aqui que a disciplina na execução separa os aventureiros dos líderes de mercado.

O sucesso estrondoso do modelo de barter consultivo da Ouro Safra — que transformou o grão em moeda estratégica para romper a barreira dos R$ 9,5 bilhões — não é um fato isolado, mas o reflexo de uma nova mentalidade.

Este mesmo DNA de resiliência e foco obsessivo no cliente é o que permitiu que gigantes como Três Tentos, Adubos Real, Cimoagro e Agroamazonia não apenas navegassem pela tempestade, mas expandissem suas operações em um dos anos mais desafiadores da década.

Esses distribuidores provaram que o domínio da governança, aliado a uma cultura de execução impecável, é o melhor antídoto contra a volatilidade. Eles entenderam que a eficiência financeira agora é medida pela capacidade de transformar faturamento em caixa livre e valor para o produtor.

Ao olharmos para a safra 2026/2027, o recado é claro: o tempo do crescimento a qualquer custo acabou. O futuro pertence àqueles que, inspirados por esses exemplos de solidez, compreenderem que a produtividade no campo só é sustentável se for acompanhada pela excelência na gestão.

É hora de parar de apenas “vender insumos” e passar a assegurar o futuro do ecossistema.

O agro não parou; ele amadureceu.

O manifesto para 2027: A inteligência que conecta dados e pessoas

A safra 2025/2026, embora tenha deixado cicatrizes, serviu como o choque de realidade necessário para elevar a maturidade do agronegócio brasileiro. Aprendemos, da forma mais dura, que o tamanho da área cultivada ou o volume de vendas são métricas vazias se não forem sustentadas por uma base sólida de gestão.

No entanto, para navegar o horizonte de 2027, o setor precisará de algo que os algoritmos sozinhos não entregam: a sensibilidade para ler o momento do cliente e a coragem para transformar o modelo de negócio.

Para as empresas e distribuidores que buscam não apenas sobreviver, mas liderar este novo ciclo, deixo quatro recomendações estratégicas fundamentais:

1. A metamorfose financeira (Barter como a melhor opção de negócio para oferecer crédito e Segurança para as empresas e agricultores)

Não basta mais ser um fornecedor de insumos; é preciso ser um arquiteto financeiro. A transição para o Barter 2.0 exige que a distribuição atue como uma plataforma de soluções estruturadas. Isso significa usar a tecnologia para oferecer previsibilidade e proteção de margem ao produtor, transformando o risco em uma variável controlada e compartilhada.

2. Eficiência operacional com alma

A tecnologia deve ser o meio, nunca o fim. O investimento em IA e digitalização deve servir para reduzir falhas e proteger margens, mas, acima de tudo, deve liberar o seu time para o que realmente importa: o relacionamento. O dado aponta o problema, mas é a eficiência operacional que garante que a solução chegue ao campo no tempo certo.

3. O Agrônomo como consultor de ROI

A era do “tirador de pedidos” acabou. A profissionalização do campo exige a valorização do agrônomo como um consultor de rentabilidade. Em 2027, o sucesso do distribuidor estará intrinsecamente ligado à capacidade de seu time técnico em provar, com números e fatos, que a recomendação técnica foca na sustentabilidade econômica e no retorno sobre o investimento do agricultor.

4. Governança como elo de confiança

Transparência não é burocracia; é o fundamento da confiança. A adoção de critérios rigorosos de governança e conformidade nos processos de crédito deve ser encarada como uma forma de respeito ao cliente e ao mercado. Empresas com governança forte são mais resilientes a crises e mais atraentes para parceiros e investidores.

O que vimos neste artigo em síntese?

Mapa de evolução do agronegócio para 2027: agro pós-crise 2026
Figura 1. O Mapa da Evolução do Agro para 2027: Da Expansão por Crédito à Eficiência Operacional e Financeira.

Conclusão

A safra 2025/2026 representou um choque de realidade para o agronegócio brasileiro.

Ela mostrou que crescimento sem liquidez é frágil, produtividade sem margem não sustenta operações e expansão sem governança aumenta exponencialmente o risco do sistema.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o agro brasileiro continua extremamente resiliente.

O setor amadureceu. A agricultura de 2027 (agro pós-crise) será mais técnica, mais financeira, mais orientada por dados e muito mais focada em eficiência operacional.  O futuro pertence às empresas e profissionais capazes de unir:

  • inteligência financeira;
  • excelência agronômica;
  • capacidade de execução;
  • disciplina de gestão;
  • proximidade real com o produtor.

O agro não parou.  Ele evoluiu!

Imersão Dinheiro no Agro

A safra 2025/2026 deixou claro que o próximo ciclo do agro exigirá muito mais do que capacidade produtiva. Gestão financeira, liquidez, inteligência comercial e eficiência operacional passaram a determinar quem cresce — e quem sobrevive.

Foi justamente para discutir os novos pilares econômicos do agronegócio que a Agroadvance desenvolveu a Imersão Dinheiro no Agro, uma experiência voltada a produtores, distribuidores, executivos e profissionais que desejam compreender como crédito, capital, risco e gestão estão redefinindo o setor.

Conheça a Imersão Dinheiro no Agro e prepare-se para tomar decisões mais estratégicas no agro de 2027.

Sobre o autor:

Renato Seraphim

Especialista em Estratégia e Gestão para o Agronegócio de Alta Performance  

  • Especializações em agronegócio pelo PENSA - USP, FDC, INSEAD e Purdue University.
  • Pós-Graduação em Marketing (FGV)
  • Engenheiro Agrônomo (UNESP/Jaboticabal) com mais de 30 anos de experiência.
  • seraphim.renatocesar@gmail.com
  • LinkedIn
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Como citar este artigo:

SERAPHIM, R. O agro pós-crise: as lições da safra 2025/2026 para construirmos um agro mais inteligente em 2027. Blog Agroadvance. Publicado: 13 Mai. 2026. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-agro-pos-crise-safra-2025-2026/ Acesso: 13 maio. 2026

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