O calcário agrícola é rocha calcária moída, composta principalmente por carbonato de cálcio e/ou de magnésio, usada para corrigir a acidez do solo e fornecer cálcio e magnésio às plantas, prática conhecida como calagem. Por ser um insumo de baixo valor por tonelada e consumido em grandes volumes, o frete tem peso elevado no custo final, e o preço varia muito de uma região para outra (Scot Consultoria, 2025).
O Brasil consumiu 61,3 milhões de toneladas de calcário agrícola em 2025, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal). O volume ficou 2,9% acima de 2024 e praticamente empatado com o recorde de 2023. No mesmo período, o preço médio da tonelada a granel caiu ou ficou estável em oito dos dez estados acompanhados pela entidade.
Neste artigo, você vai ver o preço do calcário agrícola em cada estado em 2025, onde o insumo é consumido, como ele circula entre as regiões e o que esses números indicam para quem planeja a calagem.
Resposta rápida: mercado de calcário agrícola em 2025
Consumo: 61,3 milhões de toneladas, alta de 2,9% sobre 2024 e segundo maior volume da série da Abracal, abaixo apenas de 2023 (61,6 milhões de toneladas).
Produção: 61,5 milhões de toneladas, alta de 2,6% sobre 2024.
Preço médio a granel: de R$ 80,00/t (Mato Grosso) a R$ 142,00/t (Tocantins).
Frete: a R$ 0,422 por tonelada-quilômetro (média nacional no 4º trimestre de 2025), levar uma tonelada por 200 km custa cerca de R$ 84, quase o preço do próprio calcário em Mato Grosso ou no Paraná.
Maior consumidor: Mato Grosso, com 13,7 milhões de t (22,4% do total nacional).
Maior fornecedor para outros estados: Paraná, com 3,8 milhões de t remetidas.
Demanda considerada ideal pela Abracal: cerca de 80 milhões de t por ano.
Quanto calcário agrícola o Brasil consumiu em 2025?
O consumo aparente de calcário agrícola no Brasil foi de 61,3 milhões de toneladas em 2025 (61.304,1 mil t), alta de 2,9% em relação a 2024 (59,6 milhões de t), segundo a Abracal (2026a). É o segundo maior volume da série da entidade, iniciada em 1994, e fica 0,5% abaixo do recorde de 2023 (61,6 milhões de t).
O consumo aparente é uma estimativa: corresponde à produção de cada estado, somada ao que ele recebe de outros estados e descontado o que envia para fora. O indicador mostra quanto calcário ficou disponível em cada unidade da federação no ano, e não necessariamente quanto foi aplicado no campo naquele período.
Em dez anos, o consumo dobrou: passou de 30,6 milhões de t em 2015 para 61,3 milhões de t em 2025 (Abracal, 2026b). O maior salto da década ocorreu entre 2020 e 2021, quando o volume subiu de 45,3 para 54,5 milhões de t (+20,3%).
Tabela 1. Consumo aparente de calcário agrícola no Brasil, 2015–2025
| Ano | Consumo (milhões de t) | Variação anual |
| 2015 | 30,6 | −13,4% |
| 2016 | 33,2 | +8,5% |
| 2017 | 36,9 | +11,0% |
| 2018 | 42,9 | +16,3% |
| 2019 | 43,3 | +0,9% |
| 2020 | 45,3 | +4,6% |
| 2021 | 54,5 | +20,3% |
| 2022 | 56,8 | +4,2% |
| 2023 | 61,6 | +8,4% |
| 2024 | 59,6 | −3,3% |
| 2025 | 61,3 | +2,9% |

A produção nacional somou 61,5 milhões de t em 2025, 2,6% acima de 2024 (Abracal, 2026c). O Brasil não importa calcário agrícola, já que a produção interna atende à demanda (Scot Consultoria, 2025). Em 2025, a produção superou o consumo aparente em 185,6 mil t; no mesmo ano, o Paraná remeteu 204,6 mil t ao Paraguai, único destino externo que aparece na tabela da Abracal (2026a).
Por que a queda de 2024 foi menor do que a prevista?
Porque a estimativa preliminar foi revista. Em fevereiro de 2025, a Scot Consultoria (2025) divulgou que a Abracal estimava queda de 15% no consumo de 2024, a primeira redução em nove anos. O dado consolidado mostrou recuo bem menor: 3,3%, de 61,6 para 59,6 milhões de t (Abracal, 2025).
Os fatores apontados na época foram as chuvas e enchentes de abril e maio de 2024 no Rio Grande do Sul, que danificaram estradas e encareceram o frete entre o Sul e o Centro-Oeste, e o El Niño, que alterou o regime de chuvas e encurtou a janela de plantio da safrinha, levando parte dos produtores a adiar ou reduzir a calagem (Scot Consultoria, 2025). A diferença entre a estimativa e o número final indica que projeções preliminares do setor devem ser lidas com cautela.
Quanto custa a tonelada de calcário agrícola em 2025?
Em 2025, o preço médio do calcário agrícola a granel variou de R$ 80,00 por tonelada, em Mato Grosso, a R$ 142,00, em Tocantins, segundo o levantamento da Abracal (2026a) nos dez principais estados produtores. Em São Paulo, único estado com cotação também em dólar, o valor médio foi de R$ 101,16/t (US$ 18,15/t).
A granel significa produto transportado solto na carroceria, sem embalagem. Os valores são nominais, sem correção pela inflação, e a tabela da Abracal não especifica se o preço inclui frete; por isso, a leitura mais segura é tratá-lo como preço de referência do produto, e não como custo do calcário posto na fazenda.

Tabela 2. Preço médio do calcário agrícola a granel por estado (R$/t), 2023–2025
| Estado | 2023 | 2024 | 2025 | Variação 2025/2024 |
| Mato Grosso (MT) | 100,00 | 80,00 | 80,00 | 0,0% |
| Paraná (PR) | 82,00 | 83,50 | 83,41 | −0,1% |
| Rio Grande do Sul (RS) | 90,00 | 90,00 | 85,00 | −5,6% |
| Bahia (BA) | 115,00 | 100,00 | 90,00 | −10,0% |
| São Paulo (SP) | 98,29 | 103,97 | 101,16 | −2,7% |
| Goiás (GO) | 125,00 a 145,00 | 118,00 | 110,00 | −6,8% |
| Santa Catarina (SC) | 150,00 | 140,00 | 130,00 | −7,1% |
| Mato Grosso do Sul (MS) | 150,00 | 140,00 | 135,00 | −3,6% |
| Minas Gerais (MG) | 127,18 | 132,59 | 138,44 | +4,4% |
| Tocantins (TO) | 150,00 | 140,00 | 142,00 | +1,4% |
Sete dos dez estados tiveram preço nominal menor em 2025 do que em 2024, com destaque para Bahia (−10,0%), Santa Catarina (−7,1%) e Goiás (−6,8%); no Paraná, a variação foi de apenas −0,1%. Minas Gerais registrou a principal alta (+4,4%), para R$ 138,44/t. Em relação a 2023, a redução é mais nítida em Mato Grosso, de R$ 100,00 para R$ 80,00/t (−20%).
Ponderando o preço de cada estado pelo respectivo consumo, a média dos dez estados fica em torno de R$ 106/t em 2025, contra cerca de R$ 108/t em 2024. O cálculo é da Agroadvance, a partir dos dados da Abracal, em valores nominais.
Por que o preço do calcário muda tanto de um estado para outro?
Principalmente por causa do frete. Como o calcário tem baixo valor por tonelada, o transporte representa parcela relevante do custo final, e a distância entre jazida e lavoura pesa no preço (Scot Consultoria, 2025).
Os dados de 2025, porém, não mostram uma relação simples entre autossuficiência e preço.
- Mato Grosso, maior consumidor, praticamente se abastece sozinho e tem o menor preço do país;
- Tocantins também se abastece com produção própria, mas tem o preço mais alto.
- São Paulo, que depende de outros estados para 37% do que consome, paga menos que Mato Grosso do Sul, que depende de fora para 21% (Abracal, 2026a).
Escala de produção, concorrência entre mineradoras, distância das jazidas até as regiões agrícolas e tipo de produto ofertado são hipóteses plausíveis para essas diferenças, mas a tabela da Abracal não permite isolar cada fator.
Quanto o frete pesa no preço do calcário?
Com frequência, o frete custa tanto quanto o próprio calcário. Com o frete rodoviário médio de R$ 0,422 por tonelada-quilômetro no 4º trimestre de 2025 (Frete.com, 2026), transportar uma tonelada por 200 km custaria cerca de R$ 84, valor próximo ao preço médio do calcário a granel em Mato Grosso (R$ 80,00/t) e no Paraná (R$ 83,41/t) no mesmo ano (Abracal, 2026a).
A tonelada-quilômetro (t.km) é a unidade que expressa o custo de transportar uma tonelada de carga por um quilômetro. Multiplicada pela distância entre a mineradora e a fazenda, ela dá uma estimativa do frete por tonelada.
Tabela 3. Frete estimado do calcário por distância, com base no índice nacional de frete do 4º trimestre de 2025
| Distância até a fazenda | Frete estimado (R$/t) | Frete em relação ao preço médio do calcário (R$ 106/t) |
| 50 km | 21 | 20% |
| 100 km | 42 | 40% |
| 200 km | 84 | 80% |
| 300 km | 127 | 119% |
| 500 km | 211 | 199% |
A conta é ilustrativa. O índice da Frete.com é uma média nacional de todas as cargas e tipos de carroceria; o frete de calcário em cada rota depende da época, da disponibilidade de caminhões, da existência de carga de retorno e do tipo de veículo, e pode ficar bem acima ou abaixo desses valores. Ainda assim, a tabela mostra a ordem de grandeza: a partir de cerca de 250 km, o transporte tende a custar mais que o produto.
O frete também subiu mais que o calcário. O Índice de Frete Edenred Repom (IFR), calculado a partir de cerca de 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio, fechou 2025 com média de R$ 7,28 por quilômetro rodado, 14,5% acima da média de 2024 (R$ 6,36/km), e terminou dezembro de 2025 em R$ 7,44/km (Notícias Agrícolas, 2026).
Pelo índice da Frete.com, o frete do 4º trimestre de 2025 ficou 19% acima do mesmo período de 2024, com alta de 17,5% para caminhões graneleiros (Frota&Cia, 2026). Como o preço nominal do calcário caiu em sete dos dez estados no mesmo período, é provável que o custo do calcário posto na fazenda tenha subido em 2025 em muitas regiões, mesmo com o produto mais barato na mineradora; essa é uma inferência a partir dos dois índices, não um dado medido pela Abracal.
A época da compra também pesa. Em Mato Grosso, o vice-presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas de Calcário (Sinecal-MT) afirmou, em 2023, que o embarque antecipado, entre fevereiro e maio, pode render até 50% de desconto no frete e reduzir em até 30% o custo final da calagem, enquanto julho, agosto e setembro concentram a maior demanda e as filas de caminhões nas mineradoras (Mariano, 2023).
Como comparar duas ofertas de calcário?
Pelo custo por tonelada de PRNT 100% posta na fazenda, e não pelo preço por tonelada na mineradora. A conta é: (preço do calcário + frete) ÷ (PRNT ÷ 100).
O PRNT (Poder Relativo de Neutralização Total) é o índice que combina a capacidade do calcário de neutralizar a acidez e a finura das partículas; quanto maior, menos produto é necessário para a mesma correção. O conceito é detalhado no artigo sobre calcário agrícola.
Tabela 4. Exemplo hipotético de comparação entre duas ofertas de calcário
| Item | Oferta A | Oferta B |
| Preço na mineradora (R$/t) | 80,00 | 140,00 |
| Distância até a fazenda | 300 km | 80 km |
| Frete estimado (R$/t) | 126,60 | 33,76 |
| Custo posto na fazenda (R$/t) | 206,60 | 173,76 |
| PRNT | 75% | 95% |
| Custo por t de PRNT 100% (R$) | 275,47 | 182,91 |
No exemplo, a oferta com o maior preço por tonelada sai 34% mais barata por unidade de correção, porque a jazida está mais perto e o produto tem PRNT maior. A comparação feita só pelo preço de tabela levaria à escolha mais cara.
Quais estados mais consomem calcário agrícola?
Mato Grosso lidera o consumo, com 13,7 milhões de t em 2025 (22,4% do total), seguido de Goiás (9,1 milhões de t; 14,9%) e Minas Gerais (7,1 milhões de t; 11,5%). Juntos, os três estados concentram 48,8% do calcário agrícola consumido no país (Abracal, 2026a).
Tabela 5. Consumo aparente de calcário agrícola por estado (mil t), 2023–2025
| Estado | 2023 | 2024 | 2025 | Variação 2025/2024 | Participação 2025 |
| Mato Grosso (MT) | 13.216,2 | 13.004,9 | 13.710,7 | +5,4% | 22,4% |
| Goiás (GO) | 9.148,4 | 8.588,5 | 9.125,4 | +6,3% | 14,9% |
| Minas Gerais (MG) | 6.673,0 | 7.180,5 | 7.058,9 | −1,7% | 11,5% |
| Paraná (PR) | 5.904,2 | 5.134,4 | 5.066,4 | −1,3% | 8,3% |
| Mato Grosso do Sul (MS) | 4.524,8 | 4.779,9 | 4.952,0 | +3,6% | 8,1% |
| São Paulo (SP) | 5.044,1 | 4.944,2 | 4.786,4 | −3,2% | 7,8% |
| Tocantins (TO) | 4.811,7 | 4.529,8 | 4.303,3 | −5,0% | 7,0% |
| Rio Grande do Sul (RS) | 3.936,8 | 3.715,5 | 3.760,4 | +1,2% | 6,1% |
| Santa Catarina (SC) | 1.122,0 | 1.128,4 | 1.351,9 | +19,8% | 2,2% |
| Bahia (BA) | 795,9 | 580,0 | 1.122,8 | +93,6% | 1,8% |
| Demais estados | 6.428,8 | 6.010,9 | 6.065,9 | +0,9% | 9,9% |
| Brasil | 61.605,9 | 59.597,1 | 61.304,1 | +2,9% | 100% |
Mato Grosso (+705,8 mil t) e Goiás (+536,9 mil t) responderam por 73% do aumento líquido do consumo nacional em 2025. No sentido oposto, Tocantins teve o terceiro ano seguido de queda, de 5,4 milhões de t em 2022 para 4,3 milhões de t em 2025 (−20,4%), e o Paraná consumiu 14,2% menos em 2025 do que em 2023 (Abracal, 2026b).
A Bahia quase dobrou o volume registrado, de 580 mil t para 1,12 milhão de t. Uma variação dessa magnitude em um único ano pode refletir mudanças na base de empresas informantes do levantamento, e não apenas aumento de aplicação no campo; o dado deve ser lido com cautela.
Quais estados produzem calcário e abastecem os demais?
O Paraná é o principal fornecedor interestadual de calcário agrícola: produziu 8,8 milhões de t em 2025 e remeteu 3,8 milhões de t (42,7% da produção) a outros estados e ao Paraguai. Minas Gerais vem em seguida, com 1,24 milhão de t enviadas, das quais 971,8 mil t para São Paulo (Abracal, 2026a).
Em produção, Mato Grosso lidera com 13,6 milhões de t, seguido de Paraná (8,8 milhões de t), Goiás (8,7 milhões de t) e Minas Gerais (8,2 milhões de t). Os destinos do calcário paranaense em 2025 foram Mato Grosso do Sul (1.014,3 mil t), São Paulo (798,1 mil t), Santa Catarina (734,9 mil t), Rio Grande do Sul (514,1 mil t), Goiás (400,3 mil t), Paraguai (204,6 mil t), Mato Grosso (61,2 mil t) e Minas Gerais (53,7 mil t).
Tabela 6. Dependência de calcário de outros estados em 2025
| Estado | Consumo (mil t) | Recebido de outros estados (mil t) | % do consumo |
| Santa Catarina (SC) | 1.351,9 | 734,9 | 54,4% |
| São Paulo (SP) | 4.786,4 | 1.769,9 | 37,0% |
| Mato Grosso do Sul (MS) | 4.952,0 | 1.027,1 | 20,7% |
| Rio Grande do Sul (RS) | 3.760,4 | 514,1 | 13,7% |
| Goiás (GO) | 9.125,4 | 411,0 | 4,5% |
| Minas Gerais (MG) | 7.058,9 | 53,7 | 0,8% |
| Mato Grosso (MT) | 13.710,7 | 61,2 | 0,4% |
O volume enviado pelo Paraná a outros estados cresceu de 1,96 milhão de t em 2023 para 3,35 milhões de t em 2024 e 3,78 milhões de t em 2025, quase o dobro em dois anos (Abracal, 2024; 2025; 2026a). No mesmo período, o consumo dentro do próprio Paraná caiu, o que sugere que parte da produção paranaense passou a ser direcionada a estados vizinhos, hipótese que os dados do levantamento não permitem confirmar.
O consumo atual de calcário é suficiente para os solos brasileiros?
Segundo a Abracal, não. A entidade estima uma demanda de cerca de 80 milhões de t por ano para a correção dos solos agricultáveis do país (Moura; Patroni, 2023; Mais Soja, 2026). Com 61,3 milhões de t consumidas em 2025, a diferença seria de 18,7 milhões de t, ou 23% abaixo do volume considerado ideal, segundo cálculo da Agroadvance a partir dos números da Abracal.
A estimativa de 80 milhões de t aparece em declarações da Abracal desde pelo menos 2022, mas a metodologia de cálculo não foi publicada nas fontes consultadas. Trata-se de um indicador agregado de mercado: não substitui a recomendação feita talhão a talhão, que depende da análise de solo, do método de recomendação adotado, como o da saturação por bases, e do PRNT do produto.
Entre as causas do consumo abaixo do potencial, a Abracal aponta o aumento dos custos de produção e a menor aplicação de fertilizantes, e avalia que o pequeno produtor é o mais prejudicado (Mais Soja, 2026).
A acidez do solo reduz a disponibilidade de nutrientes e, com o alumínio tóxico, limita o crescimento das raízes; por isso, a falta de calagem tende a diminuir o retorno do próprio investimento em adubação. O papel dos corretivos é detalhado no artigo sobre calcário e corretivos de acidez.
Perguntas frequentes sobre preço do calcário
Quanto custa uma tonelada de calcário agrícola?
Em 2025, o preço médio do calcário agrícola a granel ficou entre R$ 80,00/t (Mato Grosso) e R$ 142,00/t (Tocantins), segundo a Abracal. O custo na fazenda varia conforme o frete e deve ser comparado por tonelada de PRNT 100%.
Quanto custa o frete do calcário?
Depende da rota e da época. Com o frete rodoviário médio de R$ 0,422/t.km no 4º trimestre de 2025 (Frete.com, 2026), uma distância de 200 km custaria cerca de R$ 84/t, valor próximo ao preço do próprio calcário em Mato Grosso e no Paraná.
Qual estado mais consome calcário no Brasil?
Mato Grosso, com 13,7 milhões de t em 2025, o equivalente a 22,4% do consumo nacional (Abracal, 2026a).
Qual estado mais produz calcário agrícola?
Mato Grosso também lidera a produção, com 13,6 milhões de t em 2025, seguido de Paraná, Goiás e Minas Gerais (Abracal, 2026a).
O Brasil importa calcário agrícola?
Não. A produção nacional atende à demanda interna (Scot Consultoria, 2025); em 2025, o país produziu 61,5 milhões de t e consumiu 61,3 milhões de t (Abracal, 2026a).
Qual seria o consumo ideal de calcário no Brasil?
A Abracal estima cerca de 80 milhões de t por ano, cerca de 23% acima do consumo de 2025. A metodologia dessa estimativa não foi divulgada nas fontes consultadas.
Onde consultar os dados oficiais de calcário agrícola?
Na página de estatísticas da Abracal, que publica anualmente, em geral entre abril e junho, as tabelas de produção, consumo aparente, fluxo entre estados e preço médio a granel do ano anterior.
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Referências
ABRACAL. Calcário agrícola Brasil – 2023: produção/entregas/consumo aparente. 13 jun. 2024. Disponível em: https://abracal.com.br/site/estatisticas/. Acesso em: 20 out. 2026.
ABRACAL. Calcário agrícola Brasil – 2024: produção/entregas/consumo aparente. 23 abr. 2025. Disponível em: https://abracal.com.br/site/estatisticas/. Acesso em: 20 out. 2026.
ABRACAL. Calcário agrícola Brasil – 2025: produção/entregas/consumo aparente na UF. 27 abr. 2026a. Disponível em: https://abracal.com.br/site/estatisticas/. Acesso em: 20 out. 2026.
ABRACAL. Calcário agrícola – Brasil – consumo aparente por estado – período 1994/2025. 27 abr. 2026b. Disponível em: https://abracal.com.br/site/estatisticas/. Acesso em: 20 out. 2026.
ABRACAL. Calcário agrícola – Brasil – produção por estado – período 1989/2025. 27 abr. 2026c. Disponível em: https://abracal.com.br/site/estatisticas/. Acesso em: 20 out. 2026.
FROTA&CIA. Valor do frete dispara em 2025 mesmo sem alta do diesel. Frota&Cia, 20 fev. 2026. Dados do Índice Frete.com de Preços (IFP). Disponível em: https://frotacia.com.br/valor-do-frete-alta-diesel-2025/. Acesso em: 20 out. 2026.
FRETE.COM. Frete Insights: Índice Frete.com de Preços (IFP), 4º trimestre de 2025. 2026. Citado conforme Frota&Cia (2026). Disponível em: https://www.frete.com/frete-insights. Acesso em: 20 out. 2026.
MAIS SOJA. Dia do Calcário Agrícola: o insumo que transformou o solo vive dias de consumo estagnado. Mais Soja, 25 maio 2026. Disponível em: https://maissoja.com.br/dia-do-calcario-agricola-o-insumo-que-transformou-o-solo-vive-dias-de-consumo-estagnado/. Acesso em: 20 out. 2026.
MARIANO, M. Safra do calcário: embarque antecipado gera economia de até 30%. Revista Cultivar, 1 mar. 2023. Disponível em: https://revistacultivar.com.br/noticias/safra-do-calcario-embarque-antecipado-gera-economia-de-ate-30percent. Acesso em: 20 out. 2026.
MOURA, A.; PATRONI, L. Brasil estima demanda de 80 milhões de toneladas de calcário para correção de solos agricultáveis. Canal Rural Mato Grosso, 27 out. 2023. Disponível em: https://matogrosso.canalrural.com.br/agricultura/brasil-estima-demanda-de-80-milhoes-de-toneladas-de-calcario-para-correcao-de-solos-agricultaveis/. Acesso em: 20 out. 2026.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS. Preço médio do frete por km rodado aumenta e fecha dezembro a R$ 7,44, aponta Edenred Repom. Notícias Agrícolas, 19 jan. 2026. Disponível em: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/logistica/414093-preco-medio-do-frete-por-km-rodado-aumenta-e-fecha-dezembro-a-r-7-44-aponta-edenred-repom.html. Acesso em: 20 out. 2026.
SCOT CONSULTORIA. Carta Insumos: mercado do calcário agrícola em 2024 e perspectivas para 2025. Scot Consultoria, 27 fev. 2025. Disponível em: https://www.scotconsultoria.com.br/noticias/cartas/58618/carta-insumos-mercado-do-calcario-agricola-em-2024-e-perspectivas-para-2025.htm. Acesso em: 20 out. 2026.
Sobre a autora

Beatriz Nastaro Boschiero
Especialista em Conteúdo na Agroadvance
- Pós-doutora pelo CTBE/CNPEM e CENA/USP
- Mestra e Doutora em Solos e Nutrição de Plantas (ESALQ/USP)
- Engenheira Agrônoma (UNESP/Botucatu)
Como citar este artigo
BOSCHIERO, B. N. Preço do calcário agrícola em 2025: valores por estado, consumo e mercado no Brasil. Blog Agroadvance. Publicado em: 27 Out. 2026. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-preco-do-calcario-agricola/. Data de acesso: 27 out. 2026.



