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Baculovirus para controle de lagartas da soja: funcionamento, aplicação e eficiência no manejo biológico

Saiba como funciona o uso de Baculovírus no controle de lagartas da soja. Conheça o agente biológico, como aplicar e porque ele é fundamental para um manejo biológico eficiente e sustentável.
  • Publicado em 20/02/2026
  • Ana Rita Nunes Lemes
  • Bioinsumos, Soja
  • Publicado em 20/02/2026
  • Ana Rita Nunes Lemes
  • Bioinsumos, Soja
  • Atualizado em 20/02/2026
Baculovírus para controle de lagartas
Sumário

As lagartas estão entre os principais desafios fitossanitários da sojicultura brasileira. Espécies como Anticarsia gemmatalis, Chrysodeixis includens, Spodoptera frugiperda e Helicoverpa armigera provocam desfolha intensa, comprometem a área foliar, impactam no desenvolvimento das plantas, reduzem o potencial produtivo da cultura e elevam significativamente os custos com o uso de inseticidas químicos.

Durante décadas, o controle dessas lagartas foi baseado prioritariamente em inseticidas químicos. O uso frequente, e muitas vezes, preventivo, dessas moléculas trouxe consequências conhecidas: surgimento de populações resistentes, a redução de inimigos naturais, a contaminação ambiental e os riscos à saúde humana, tornando cada vez mais evidente a necessidade de novas estratégias de manejo.

Nesse cenário, cresce a busca por alternativas mais sustentáveis, eficientes e seguras. É nesse contexto que o controle biológico ganha destaque e, entre as ferramentas disponíveis, está o baculovírus; um agente biológico altamente específico, capaz de infectar exclusivamente insetos-praga, sem causar danos a plantas, animais ou ao ser humano.

Com elevada eficácia no controle de importantes pragas da sojicultura, como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e a falsa-medideira (Chrysodeixis includens), o baculovírus vai além do simples controle de insetos.

Seu uso representa uma mudança de paradigma no manejo fitossanitário, aliando produtividade, sustentabilidade e segurança. Mas como esse agente biológico atua na prática e quais são seus diferenciais em relação a outros métodos de controle? É isso que veremos a seguir.

O que é baculovírus e por que ele é importante no controle de lagartas da soja?

Os baculovírus são um grupo de vírus que infectam exclusivamente insetos, principalmente lagartas da ordem Lepidoptera. Por apresentarem alta especificidade, não oferecem riscos à saúde humana, aos animais, às plantas ou aos inimigos naturais das pragas, sendo reconhecidos como agente de controle biológico extremamente seguros.

Esses vírus pertencem à família Baculoviridae e possuem material genético composto por DNA de fita dupla. Sua estrutura é alongada, com formato semelhante a um bastão — uma característica marcante desse grupo.

Produzem duas formas virais ao longo do seu ciclo de vida: o occlusion-derived virus (ODV) e o budded virus (BV), cada uma com uma função bem definida.

O ODV é a forma responsável por iniciar a infecção no ambiente natural, pois está envolvido por corpos de oclusão que o protegem contra condições adversas, como radiação UV e dessecação.

Quando as lagartas ingerem esses corpos de oclusão, o ODV é liberado no intestino e infecta as células do epitélio. Em seguida, o BV entra em ação, sendo a forma encarregada de espalhar o vírus rapidamente dentro do inseto hospedeiro, alcançando diferentes tecidos por meio da hemolinfa (Figura 1).

esquemático da estrutura de um baculovirus
Figura 1. Estrutura do Baculovirus. Fonte: CZAPINSKI, et al. (2014).

Embora ambos tenham o mesmo material genético, eles diferem na estrutura do envelope e nas proteínas de superfície, diferenças que refletem suas funções complementares e essenciais para a eficiência da infecção pelos baculovírus.

Principais características dos baculovírus

Entre as principais vantagens do uso de bioinseticidas a base de baculovírus no manejo agrícola destacam-se:

  • Alta especificidade ao inseto-alvo
  • Ausência de toxicidade para organismos não alvo
  • Compatibilidade com o Manejo Integrado de Pragas (MIP)
  • Baixo risco de desenvolvimento de resistência pelas pragas

Essas características tornam os baculovírus uma ferramenta estratégica para uma agricultura mais sustentável. Eles são amplamente utilizados no controle de importantes lagartas-praga, como Anticarsia gemmatalis, Spodoptera frugiperda e Helicoverpa armigera, especialmente em cultivos de soja e milho.

Em grandes áreas agrícolas, o controle biológico de lagartas da soja por meio do uso de baculovírus tem se destacado, alcançando níveis de controle superiores a 90% cerca de oito dias após a aplicação.

Após a ingestão do vírus presente nas folhas, a lagarta reduz gradativamente sua alimentação enquanto o baculovírus se multiplica em seu interior. Em poucos dias, o inseto morre, liberando novas partículas virais no ambiente, o que favorece a disseminação natural do controle biológico na lavoura.

Diferença entre baculovírus e outros bioinseticidas

Os baculovírus diferenciam-se de outros bioinseticidas — como bactérias, fungos e produtos de origem vegetal — principalmente pelo modo de ação.

Enquanto os baculovírus precisam ser ingeridos pelas lagartas para que ocorra a infecção, bioinseticidas bacterianos, como Bacillus thuringiensis (Bt), atuam por meio de toxinas que causam rápida paralisação do sistema digestivo do inseto.

Já os fungos entomopatogênicos, como Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, infectam os insetos por contato direto, penetrando através da cutícula e se desenvolvendo no interior do hospedeiro.

Embora o efeito dos baculovírus seja mais lento quando comparado a alguns outros métodos de controle, sua ação é altamente eficiente e duradoura, contribuindo para a redução contínua da população da praga.

Histórico do uso do baculovírus na agricultura brasileira

No Brasil, o uso de baculovírus na agricultura teve início na década de 1980 e se consolidou como um dos programas de controle biológico mais bem-sucedidos do mundo (Figura 2).

gráfico de pizza indicando a disponibilidade de produtos à base de baculovirus
Figura 2. Disponibilidade de produtos à base de baculovírus para o controle de pragas por espécies-alvo no mundo. Fonte: Martínez-Balerdi, et al. (2025).

Esse avanço ocorreu, principalmente, no controle de Anticarsia gemmatalis, inseto-praga que até então era controlado quase exclusivamente com inseticidas químicos, resultando em altos custos de produção, desequilíbrios ambientais e problemas recorrentes de resistência.

Instituições como a Embrapa, universidades e órgãos estaduais de pesquisa tiveram papel fundamental no desenvolvimento, validação e produção do Baculovirus anticarsia.

A partir das décadas de 1980 e 1990, esse bioinseticida passou a ser utilizado em larga escala, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste do país, chegando a tratar mais de 2 milhões de hectares em determinados períodos. O programa tornou-se, assim, uma referência internacional em MIP.

Com o avanço das biotecnologias, a expansão das áreas agrícolas e o surgimento de novas pragas, como Helicoverpa armigera, o uso dos baculovírus passou por adaptações e novos estudos, ampliando seu potencial de aplicação.

Atualmente, eles continuam sendo uma ferramenta essencial dentro do MIP, integrados a outros métodos de controle biológico, ao uso criterioso de inseticidas químicos seletivos e a cultivares geneticamente modificadas.

Nos últimos anos, o interesse pelos baculovírus voltou a crescer, impulsionado pela busca por práticas agrícolas mais sustentáveis, pelo aumento das restrições regulatórias aos defensivos químicos e pela crescente valorização dos produtos biológicos no campo.

O histórico de sucesso dos baculovírus no Brasil reforça seu papel estratégico na construção de uma agricultura mais eficiente, econômica e ambientalmente responsável.

Mecanismo de ação do Baculovírus

O processo de infecção tem início quando a lagarta se alimenta de folhas contaminadas com partículas virais presentes no ambiente. Essas partículas estão protegidas por uma estrutura chamada corpo de oclusão, que confere ao vírus maior estabilidade fora do hospedeiro.

Ao serem ingeridos, os corpos de oclusão alcançam o intestino da lagarta, onde o pH alcalino promove sua dissolução, liberando o vírus ativo. A partir desse momento, o baculovírus infecta as células do epitélio intestinal e dá início ao processo infeccioso (Figura 3).

modo de ação do baculovirus em lagartas, explicado
Figura 3. Representação esquemática do processo de infecção pelo baculovírus. Fonte: MF Magazine (2024).

O vírus passa então a se multiplicar rapidamente no interior das células do hospedeiro e a se disseminar para outros tecidos, como músculos, sistema nervoso e tecido adiposo.

Durante essa fase, a lagarta sofre importantes alterações metabólicas, que resultam na redução da alimentação e, consequentemente, na diminuição dos danos causados à lavoura. Entre os principais sintomas observados na lagarta infectada estão a letargia, a perda de apetite e mudanças na coloração do corpo.

Com o avanço da infecção, ocorre a ruptura das células e dos tecidos internos da lagarta, levando à sua morte. Um aspecto marcante desse processo é a liquefação do corpo do inseto, que libera milhões de novas partículas virais no ambiente.

Esse fenômeno favorece a disseminação natural do baculovírus e contribui para o controle de novas infestações. Todo o ciclo pode durar de 3 a 10 dias, dependendo da espécie da lagarta, da dose aplicada e das condições ambientais.

Baculovírus Anticarsia: o caso clássico da lagarta-da-soja

O controle biológico é um dos pilares da agricultura sustentável no Brasil, e poucos exemplos são tão relevantes quanto o uso do baculovírus Anticarsia no manejo da lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis).

Esse caso é considerado um marco mundial no controle biológico aplicado em grandes áreas agrícolas, demonstrando que é possível aliar eficiência agronômica, segurança ambiental e viabilidade econômica.

O baculovirus Anticarsia, cientificamente denominado como Anticarsia gemmatalis multiple nucleopolyhedrovirus (AgMNPV), é um vírus entomopatogênico altamente específico, capaz de infectar exclusivamente a lagarta-da-soja.

O vírus AgMNPV foi identificado pela primeira vez em 1962, no Peru, por Steinhaus e Marsh. No Brasil, há registros de sua ocorrência desde 1972, quando foi isolado a partir de lagartas mortas encontradas em plantações de soja no município de Campinas, São Paulo.

Posteriormente, sua presença foi confirmada em outras regiões do país, e a partir de 1984 passou a ser empregado como agente de controle biológico da lagarta-da-soja, sendo amplamente adotado em milhões de hectares de soja, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste. Esse programa se tornou o maior caso de controle biológico aplicado em larga escala no mundo, servindo de referência internacional.

Mesmo com o surgimento de novas pragas e tecnologias, o baculovirus Anticarsia continua sendo um exemplo clássico e atual de como o conhecimento científico pode ser transformado em soluções práticas para o campo.

Como aplicar o baculovírus corretamente na lavoura de soja

A eficácia do baculovírus no controle de lagartas da soja está diretamente ligado à correta aplicação do produto no campo. Por se tratar de um agente de controle biológico, sua eficiência depende de cuidados específicos relacionados ao estádio de desenvolvimento da praga, às condições ambientais e à tecnologia de aplicação.

1. Estádio ideal da lagarta

A maior eficiência do baculovírus ocorre quando a aplicação é realizada sobre lagartas jovens, preferencialmente nos primeiros ínstares (1º ao 3º). Nessa fase, os insetos apresentam menor massa corporal, maior ingestão proporcional de alimento e maior suscetibilidade à infecção viral, o que potencializa os resultados do controle.

Aplicações tardias, direcionadas a lagartas maiores, tendem a apresentar menor eficiência. Além de grande parte do consumo foliar já ter ocorrido, o tempo necessário para que o vírus provoque a morte do inseto pode não ser suficiente para evitar perdas econômicas. Por esse motivo, o monitoramento frequente da lavoura é fundamental para identificar o momento ideal de intervenção.

2. Condições climáticas

As condições ambientais também exercem forte influência sobre a ação do baculovírus. A radiação solar intensa, especialmente a ultravioleta (UV), pode degradar rapidamente as partículas virais presentes na superfície das folhas. Temperaturas extremas e baixa umidade relativa do ar também reduzem a persistência do produto no campo.

As condições mais favoráveis para a aplicação do baculovírus incluem:

  • Temperaturas amenas;
  • Umidade relativa do ar mais elevada;
  • Ausência de chuvas intensas logo após a aplicação, evitando a lavagem do produto.

3. Horário de aplicação

Outro fator decisivo é o horário de aplicação. O período mais recomendado é o final da tarde ou início da noite, quando a incidência de radiação UV é menor e a atividade alimentar das lagartas é mais intensa, aumentando a ingestão do vírus.

Quando utilizado de forma correta, o baculovírus contribui para a redução de custos com defensivos químicos, preserva inimigos naturais e ajuda a manter a produtividade da lavoura.

4. Tecnologia de aplicação

No momento da aplicação é importante se atentar para:

  • Boa cobertura foliar
  • Volume de calda adequado
  • Uso de adjuvantes compatíveis (quando recomendados pelo fabricante)

A aplicação mal conduzida compromete o desempenho do bioinseticida.

Vantagens e limitações do baculovírus no manejo de lagartas

Entre as principais vantagens do uso do baculovírus, destaca-se sua alta especificidade, o que reduz significativamente os impactos sobre inimigos naturais, polinizadores, seres humanos e outros organismos não alvo.

Além disso, o baculovírus é biodegradável, não deixando resíduos tóxicos no ambiente, sendo compatível com a agricultura orgânica e programas de MIP. Outra vantagem importante é a baixa probabilidade de desenvolvimento de resistência por parte das pragas, quando comparado aos inseticidas químicos convencionais.

Entretanto, o uso do baculovírus também apresenta limitações. Uma delas é a ação mais lenta, pois a morte das lagartas pode ocorrer vários dias após a infecção, o que pode permitir que continuem causando danos à cultura nesse período.

Além disso, sua eficiência é influenciada por fatores ambientais, como radiação ultravioleta, altas temperaturas e baixa umidade, que podem reduzir a persistência do vírus no campo.

Outro aspecto limitante é a necessidade de aplicação no estágio inicial das lagartas, uma vez que indivíduos mais desenvolvidos são menos suscetíveis à infecção.

Portanto, apesar das limitações, o baculovírus representa uma alternativa sustentável e eficiente para o controle de lagartas, especialmente quando utilizado de forma estratégica e integrada.

Baculovírus no contexto atual do manejo integrado de pragas (MIP)

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) baseia-se na combinação racional de diferentes táticas de controle, visando manter as populações de pragas abaixo do nível de dano econômico, com o menor impacto ambiental possível.

Nesse contexto, o baculovírus tem se consolidado como uma importante ferramenta de controle biológico, especialmente no manejo de lagartas-praga em diversas culturas agrícolas.

A principal contribuição do baculovírus ao MIP está relacionada à sua alta especificidade e seletividade, permitindo seu uso em associação com outros métodos de controle sem prejudicar inimigos naturais, como parasitoides e predadores.

Essa característica favorece a sustentabilidade dos sistemas produtivos, reduzindo a dependência de inseticidas químicos de amplo espectro.

Dessa forma, o baculovírus desempenha papel estratégico no MIP moderno, atuando como componente-chave em programas de manejo sustentável.

Quando corretamente integrado ao controle químico e a outros bioinsumos, ele contribui para a redução de impactos ambientais, maior eficiência no controle de pragas e promoção de sistemas agrícolas mais equilibrados e resilientes.

Dúvidas mais frequentes sobre Baculovírus

O baculovírus faz mal ao ser humano ou aos animais?

Não. O baculovírus é altamente específico e infecta apenas determinados insetos, principalmente lagartas da ordem Lepidoptera. Não apresenta riscos à saúde humana, aos animais, sendo considerado seguro para o aplicador e o consumidor.

Em quais pragas o baculovírus é eficiente?

O baculovírus é eficaz principalmente no controle de lagartas, como Anticarsia gemmatalis, Helicoverpa armigera e Spodoptera frugiperda dependendo da formulação comercial. Cada tipo de baculovírus é específico para determinadas espécies de insetos.

Quanto tempo o baculovírus leva para agir?

A ação do baculovírus não é imediata. Após a ingestão, a lagarta pode levar de três a sete dias para morrer. Durante esse período, ocorre redução da alimentação, o que já contribui para diminuir os danos à cultura.

O baculovírus pode ser usado junto com inseticidas químicos?

Sim, desde que sejam utilizados inseticidas seletivos e respeitada a compatibilidade entre os produtos. O uso integrado faz parte do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e ajuda a reduzir a pressão de resistência e o impacto ambiental.

Qual é o melhor momento para aplicação?

O baculovírus deve ser aplicado preferencialmente quando as lagartas estão nos estádios iniciais de desenvolvimento, pois são mais suscetíveis à infecção. Aplicações precoces aumentam a eficiência do controle.

Fatores ambientais interferem na eficiência do baculovírus?

Sim. A radiação ultravioleta, altas temperaturas e chuvas intensas podem reduzir a persistência do vírus no ambiente. Por isso, recomenda-se aplicar no final da tarde ou início da noite, minimizando a degradação pelo sol.

O baculovírus pode causar resistência nas pragas?

O risco de desenvolvimento de resistência é considerado baixo quando comparado aos inseticidas químicos. Mesmo assim, é fundamental adotar estratégias de MIP, alternando métodos de controle.

O baculovírus substitui totalmente os inseticidas químicos?

Em muitos casos, ele reduz significativamente a necessidade de inseticidas químicos, mas nem sempre os substitui completamente. Seu maior potencial está no uso integrado com outras táticas de manejo.

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Referências

ROHRING, B. Baculovírus: Como Usar Este Vírus a Favor da Sua Lavoura no Controle de Lagartas. Blog Aegro. Publicado em: 18 Nov 2021.  Disponível em: https://aegro.com.br/blog/baculovirus/. Acesso: 15 Jan 2026.

EQUIPE MY FARM. Como o baculovírus pode ser seu aliado no controle de pragas na lavoura. Blog My Farm. Publicado: 22 Dez 2021.  Disponível em: https://www.myfarm.com.br/baculovirus/. Acesso: 28 Jan 2026.

ALMEIDA, A. F.; PEDRINI, M. R. S.; BRITO, A. F.; RIBEIRO, B. M.; SANCHES, M. M.; SIHLER, W.; SOUZA, M. L. Selection of Anticarsia gemmatalis nucleopolyhedrovirus variants for the in vitro production of a biopesticide. Discover Viruses, v. 2, 2025. DOI: 10.1007/s44370-025-00034-9.  

ANDRADE, F. G.; NEGREIRO, M. C. C.; FALLEIROS, A. M. F. Aspectos dos mecanismos de defesa da lagarta da soja Anticarsia gemmatalis (HÜBNER, 1818) relacionados ao controle biológico por Baculovirus anticarsia (AGMNPV). Arq. Inst. Biol., v. 71, 2025. DOI: 10.1590/1808-1657v71p3912004

GANI, M.; SHAFI, I.; HASSAN, T.; MANTOO, M. A.; GUROO, M. A.; GUPTA, R. K.; BALI, K. Baculoviruses for Insect Pest Management: Applications, Challenges and Opportunities. In: Pest Management: Methods, Applications and Challenges. Nova Science Publishers, 2022. p. 303–330.

MARTINEZ-BALERDI, M.; CABALLERO, J.; AGUIRRE, E.; CABALLERO, P.; BEPERET, I. Baculoviruses as Microbial Pesticides: Potential, Challenges, and Market Overview. Viruses, v. 17, 2025. DOI:  10.3390/v17070917.  

CZEPAK, C. MARÇON, P.G.; LIMA, M. SILVÉRIO, R.F.; REZENDE, J. Bioinseticidas no manejo de lagartas. Revista Cultivar. Publicado em: 13 Set 2022.  Disponível em: https://revistacultivar.com.br/artigos/bioinseticidas-no-manejo-de-lagartas. Acesso: 30 Jan 2026.

Sobre a autora:

Ana Rita Lemes

Ana Rita Nunes Lemes

Pesquisadora

  • Mestra e Doutora em Genética e Melhoramento de Plantas (UNESP/Jaboticabal)
  • Engenheira Agrônoma (UNESP/Jaboticabal)
  • anarita_lemes@yahoo.com.br
  • Perfil do Linkedin
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Como citar este artigo

LEMES, A.R.N. Baculovirus para controle de lagartas da soja: funcionamento, aplicação e eficiência no manejo biológico. Blog Agroadvance. Publicado em: 20 Fev. 2026. Disponível em: https://agroadvance.com.br/blog-baculovirus-para-controle-de-lagartas/. Data de acesso: 20 fev. 2026

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